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Desmitificando – sobre a introdução de parasitóide para combate à vespa-das-galhas-do-castanheiro

parasitoide galha de castanheiro  
Fig.1 - Parasitóide em galha de castanheiro

Após apresentação, nos termos do Decreto Legislativo Regional n.º 27/99/M, de 28 de agosto, do respetivo «Estudo da Avaliação de Possíveis Riscos Ambientais», por Despacho de 28 de novembro passado, a Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais autorizou, a título excecional, a introdução do parasitóide exótico Torymus sinensis Kamijo para utilização na Luta Biológica Clássica contra a vespa-das-galhas-do-castanheiro (Dryocosmus kuriphilus Yasumatsu) na Ilha da Madeira.

A inoculação dos castanheiros com o parasitóide em causa nas principais zonas produtoras (concelhos de Câmara de Lobos – Curral das Freiras e Jardim da Serra, da Ribeira Brava – Serra de Água e Campanário, do Funchal – Santo António, de São Vicente – Ponta Delgada e da Calheta – Prazeres) ocorrerá em meados de abril próximo mas, antes que tal ocorra, e de forma a evitar más interpretações e associações incorretas, a Secretaria Regional de Agricultura e Pescas, através da Direção Regional de Agricultura, considera importante ir esclarecendo os agricultores e a população em geral do seguinte:

 

1- O parasitóide a introduzir (fig. 1), embora também da Ordem dos Himenópteros, nada tem a ver com as vespas que as pessoas normalmente reconhecem, nem com a famigerada vespa-asiática (detetada recentemente no continente, mas inexistente na RAM). O Torymus é um inseto diminuto que apenas põe ovos no interior das galhas do castanheiro onde se encontra a praga (vespa-das-galhas-do-castanheiro). Desse ovo nasce a larva que se alimenta da praga matando-a, ocorrendo todo o processo no interior das galhas dos ramos dos castanheiros.

2- O parasitóide adulto tem um período de vida de cerca de 15 dias e alimenta-se exclusivamente de néctar das plantas, algum pólen e água, ou seja, não se alimenta de nenhum outro inseto nem causa qualquer problema a outras plantas ou culturas, nem provoca qualquer dano a abelhas.

3- Este método de luta biológica é o único atualmente eficaz para o controlo da vespa-das-galhas-do-castanheiro, no entanto, é um método relativamente lento, com resultados sustentáveis do ponto de vista ambiental e económico no médio e longo prazo, sendo expectável haver evidências de resultados favoráveis após o 4.º a 5.º ano de introdução do parasitóide.

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