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Sala de Cultura
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Adaptação das Plantas às Condições

Externas (estufa)

A propagação de plantas através dos métodos convencionais é ineficiente quando se pretende um número elevado de plantas homogéneas.

A rápida multiplicação de plantas é possível usando técnicas de cultura in vitro, sendo um fragmento de tecido vegetal suficiente para produzir milhões de plantas num ano. Com os métodos convencionais seriam necessários anos para obter o mesmo número de plantas.

Ao contrário dos métodos convencionais, não se utiliza terra na propagação in vitro de plantas, uma vez que os nutrientes são fornecidos através dos meios de cultura.

O meio tem a consistência idêntica à gelatina devido à adição do agar, o qual serve para dar suporte aos explantes (meristemas, gomos, fragmentos de folhas, etc.). Contudo, o meio de cultura não é suficiente para os explantes se desenvolverem e darem origem a plantas, pelo que têm que ser mantidos numa sala de cultura, na qual há o controle da temperatura e da luz (16 horas de luz e 8 de obscuridade).

As plantas, depois de desenvolvidas, são transferidas para uma estufa, onde se adaptam gradualmente às condições externas. Quando já estão bem adaptadas, podem ser transferidas para cultura ao ar livre.

Devido às limitações dos métodos convencionais na propagação de plantas, as técnicas de cultura in vitro constituem uma importante ferramenta, nomeadamente na:

- propagação de espécies, cuja reprodução através de métodos convencionais é difícil ou impossível;
- produção de plantas em grande escala, num curto espaço de tempo e numa pequena área;
- produção de plantas isentas de pragas e doenças;
- produção de centenas de plantas sãs a partir de uma planta infetada por uma doença;
- produção de plantas ao longo de todo o ano, ou seja, independentemente das condições climáticas e muitas vezes da época do ano;
- armazenamento de plantas a baixo custo e em espaços físicos pequenos, para servirem mais tarde como pés-mãe;
- propagação a partir de "minúsculas" quantidades de tecido vegetal;

- proteção e conservação de espécies vegetais ameaçadas de extinção;

- melhoramento de espécies com interesse agronómico;

- conhecimento prévio do sexo das plantas, ou seja, antes da época de floração.

Isabel Nunes Freitas

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