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O nabo greleiro

nabo greleiro 1 Os grelos de nabo não fazem parte da tradição gastronómica madeirense. No entanto, grelos de couve e espigos de couve são típicos e muito procurados.

Já o nabo, na sua variedade de raiz, é bastante consumido na Madeira, seja em sopas, na canja ou na carne de vinha d´alhos, entre muitos outros exemplos. As folhas de nabo também são procuradas para sopas e esparregado.

Em Portugal continental e na Galiza, todavia, não se dispensam os grelos de nabo, que são ricos em vitamina A, cálcio, ferro e fibras, o que ajuda a torná-lo um alimento dietético, com muito sabor e poucas calorias. Consomem-se essencialmente no Inverno, época em que pode haver menos “verdes”, como acompanhamento de vários pratos, geralmente cozidos e temperados com azeite e alho.

nabo greleiro 2 Os grelos de nabo podem substituir em parte o leite, para quem não o pode ou não o queira tomar, e, pelo seu conteúdo em glucosinatos, é um alimento que pode contribuir para previnir doenças cancerígenas e outras ligadas ao sistema imunitário.

O nabo greleiro é uma das variedades da espécie Brassica rapa var. rapa, em que, no processo de apuramento e consolidação da variedade, deu-se preferência às folhas e inflorescências, em detrimento da raiz.

As folhas são de um verde médio a escuro, um pouco ásperas e dispõem-se em roseta basal num primeiro momento. Após a consolidação da planta, ela vai emitir rebentos de floração, que, junto com as folhas, devem ser colhidos a meio crescimento, tenros, com as flores (que são amarelas) por abrir.

O processo é semelhante aos nossos espigos da couve “todos os dias”, tão apreciados na Região.

 

nabo greleiro 3 Foi adquirida uma embalagem de sementes da Casa Sementes Vivas da variedade “Greleiro Senhora da Conceição”. São sementes da série “Sementes com história”, tradicionais no norte do país, biológicas, comercializadas em Portugal e Espanha. Esta variedade é temporã ou “do cedo”. Está inscrita no Catálogo Nacional de Variedades desde 1992. Esta variedade é considerada muito saborosa, com um misto amargo e picante que lembra a noz.

Numa parcela em 2.º ano de conversão, no Centro de Horticultura, Preces, Câmara de Lobos, armaram-se canteiros pouco elevados (cerca de 10 cm), a que se adicionou algum composto. Os canteiros ficaram com 1 m de largura e passagens de 0,5 m. Após 28 dias no viveiro, as pequenas plantas de nabo greleiro foram transplantadas no compasso de 6 plantas por metro linear, em 2 linhas separadas por 0,5 m. Para a rega, instalaram-se duas linhas de gota a gota sobre cada canteiro.

A cultura mostrou-se bem adaptada às nossas condições edafoclimáticas e não foi prejudicada por pragas ou doenças, exceto algum pulgão da couve (Brevicoryne brassicae), já na fase de amadurecimento das sementes. Na fase de floração, atrai abelhas e sirfídeos.

Não sendo um produto típico, o nabo greleiro tem, quanto a nós, todas as qualidades para fazer parte da mesa dos madeirenses, tornando-a mais rica, diversa e saborosa.

Bibliografia:

http://www.loja.jardicentro.pt/nabo-greleiro-temporo-p-74.html, acedido às 11h31, de 19/12/2019

https://www.youtube.com/watch?v=e6M87hrl4Ns, acedido às 14h55, de 20/2/2020

Fátima Freitas
Divisão de Experimentação e Melhoria Agrícola
Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural

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