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Esta espécie hortícola pertence à família da Umbelíferas, sendo o seu nome científico Daucus carota.

A sua origem ancestral parece estar localizada na Ásia, mais concretamente na zona do Afeganistão, onde ainda se encontram algumas espécies em estado espontâneo.

É cultivada há mais de 2 mil anos, na Grécia antiga, onde era muito apreciada.

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Multiplicidade de cores das raízes
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Cenoura tipo Chantenay

As primeiras cenouras não tinham a cor hoje conhecida: eram brancas, amarelas e púrpuras, sendo as variedades atuais o resultado de seleções iniciadas no século XVII e de cruzamentos e melhorias que então se iniciaram.

Hoje em dia, é um produto com um consumo generalizado, por variados factores, tais como as qualidades gustativas, que possibilitam a sua utilização na gastronomia, e ter uma conservação considerável, que leva a que o período de consumo possa ser bastante alargado.

O seu consumo é, para além dos aspetos considerados anteriormente, bastante aconselhado pela sua riqueza em vitaminas A, B, C e em caroteno, precursor da vitamina A. É eficaz no combate a várias doenças como a anemia, para além de conferir proteção contra alguns cancros. São também conhecidos os seus efeitos benéficos sobre a pele e a visão (popularmente a beleza e a vivacidade dos olhos era relacionada com o consumo de cenoura) e a proteção que proporciona contra a ação dos raios ultravioleta. 100gr deste produto correspondem a 42 calorias.

A área desta espécie na Madeira está, desde há vários anos, estabilizada em cerca de 50 há, com uma produção que ronda as 1.500 ton.

As zonas de maior área localizam-se no concelho do Porto Moniz (nomeadamente na zona da Santa), onde existem terrenos de maior dimensão que, aliados ao clima mais favorável, são propícios para a produção desta raíz, para além de algumas zonas mais dispersas nos concelhos da Calheta e Ponta do Sol.

Embora em termos agronómicos a cenoura seja anual, em termos de ciclo botânico ela é bianual. Efetivamente, no primeiro ano a planta forma uma roseta de folhas e posteriormente mobiliza todas as suas energias para a acumulação de reservas na raíz hipertrofiada, que é a parte comestível deste legume. No segundo ano, as reservas acumuladas daquela forma são utilizadas para a formação de flores e de sementes, que garantem assim a continuidade dos indivíduos.

A cenoura apresenta uma grande diversidade de formas, de comprimento e de cor.

Normalmente, as variedades mais apreciadas são as vermelhas a alaranjadas, que, por sua vez, variam em função do comprimento. As mais divulgadas são as semi compridas (as compridas e curtas são menos apreciadas) cujos tipos mais importantes são a Nantes, a Chantenay, a Amsterdam, a Flakee e a Imperador, sendo as duas primeiras as mais cultivadas na Madeira.

A cenoura Chantenay, de forma cónica, embora tendo uma utilização mais direcionada para a transformação, tem, curiosamente, a preferência dos madeirenses. A sua resistência ao transporte é grande e a conservação pode ser mais prolongada.

Ricardo Costa

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