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A importância da cultura da anoneira na RAM

anoneira1 A anoneira foi, na década de 90 e até 2000, a cultura mais trabalhada a nível técnico e comercial, passando duma cultura secundarizada, com árvores plantadas na sua maioria à beira de paredes e poios, para uma cultura em pomares comerciais, economicamente relevante e de grande interesse.

A anoneira na RAM encontra condições excecionais para a obtenção de fruta de alta qualidade e produtividade.

A anona é um fruto considerado o “manjar dos Deuses”, pelas suas qualidades intrínsecas nutritivas (frutos ricos em vitaminas C e do grupo B, possuindo ainda cálcio, fósforo, ferro e potássio) e medicinais (anticancerígenas, ajudando no combate a células malignas em vários tipos de cancro, nomeadamente do cólon, mama, pâncreas, próstata e pulmão; possui propriedades antibacterianas, ajuda na regulação da hipertensão, antidepressivo e potencial diurético do organismo.

 

Fruto do trabalho atrás referido, nomeadamente ao nível do melhoramento genético, foram selecionadas 4 variedades (Madeira, Funchal, Perry Vidal, Mateus I), que já fizeram parte do Catálogo Nacional de Variedades e é o único fruto na Madeira com Denominação de Origem Protegida, garantindo aos consumidores as qualidades organoléticas nutritivas e medicinais das respetivas variedades, bem como a segurança alimentar dos consumidores.

Atualmente, esta cultura está em expansão e é uma das apostas do atual Governo Regional e que contará, para o escoamento para os mercados com a breve ligação do Ferry e outras, que impulsionarão mais a expedição/exportação, uma vez que a nossa época de produção não tem concorrência com o maior produtor mundial que é a Espanha, além das nossas variedades apresentarem uma melhor qualidade.

Nos últimos 3 anos, são duas as pragas que têm afetado com maior incidência a produção de anona: a cochonilha algodão da anoneira (Nipaecoccus nipae) e a mosca da fruta (Ceratitis capitata). No entanto, a Secretaria Regional da Agricultura e Pescas, através da Direção Regional de Agricultura, já solicitou e está a aguardar, por parte da autoridade máxima da matéria (Direção Geral de Alimentação e Veterinária), a homologação de substâncias ativas para os agricultores controlarem estas pragas muito em breve.

Por último, esta cultura encontra na nossa Região áreas com excelentes potencialidades para continuar a crescer, aumentando o volume de produção para expedição/exportação, contribuindo-se assim para o aumento das receitas dos agricultores.

Além disso, será dada pela Direção Regional de Agricultura um novo impulso na experimentação, nesta e noutras culturas, uma vez que os gostos dos consumidores é dinâmico e os Serviços Oficiais estão atentos e acompanham estas situações.


Adriano Maia
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Direção Regional de Agricultura

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