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Pseudomonas aeruginosa

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Fig. 1 – Bacilos Gram – 

Pseudomonas aeruginosa, também conhecida por Pseudomonas pyocyanea, é uma bactéria de tamanho médio, Gram negativa (cora de vermelho), em forma de bastonete (bacilo) (Fig. 1), não fermentadora (incapaz de utilizar hidratos de carbono como fonte de energia por meio de fermentação, degradando-os por via oxidativa), aeróbia (necessita de oxigénio para o seu crescimento), catalase positiva (o peróxido de hidrogénio é decomposto pela ação da enzima catalase) e oxidase positiva (contém o citocromo C como parte da sua cadeia respiratória). São móveis por um ou mais flagelos polares.

São bactérias ambientais de ocorrência mundial, encontradas tanto na água como no solo e, por vezes, em plantas. A Pseudomonas aeruginosa também é encontrada na pele, nas membranas das mucosas e nas fezes.

São responsáveis por muitas infeções oportunistas em grande número de animais. Ocasionalmente, pode causar doença aguda sistémica como por exemplo, mastite em bovinos, infeções respiratórias em suínos, pneumonia em ovinos e otite externa em canídeos e felídeos.

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Fig. 2 – Crescimento de Pseudomonas aeruginosa
em Nutrient agar

As Pseudomonas aeruginosa são caraterizadas por serem produtoras de pigmentos. Podem formar até quatro pigmentos difusíveis. São eles a piocianina (verde-azulado), a pioverdina (amarelo-esverdeado), a piorrubina (vermelho) e a piomelanina (castanho escuro). A produção do pigmento é observada mais claramente em meios sem corantes, como o Nutrient agar, onde o pigmento se difunde no meio, conferindo assim à placa uma coloração caraterística (Fig. 2). A piorrubina e a piomelanina desenvolvem-se lentamente e são detetáveis somente após uma ou duas semanas de incubação.

No Laboratório de Bacteriologia Clínica do Laboratório Regional de Veterinária e Segurança Alimentar (LRVSA), da Direção de Serviços dos Laboratórios e Investigação Agroalimentar (DSLIA), foi identificada Pseudomonas aeruginosa em diferentes matrizes, ou seja, em diferentes tipos de amostras clínicas (exsudados auriculares, urina, fezes, etc) colhidas de animais vivos ou mortos. 

 

 

 

A colheita e entrega das amostras clínicas são da responsabilidade do cliente.

A identificação de Pseudomonas aeruginosa consistiu numa pesquisa de microrganismos em geral, sem qualquer suspeita, para amostras de rotina normal.

A amostra de rotina normal é semeada nos quatro meios base: Columbia agar (adicionado 5 % de sangue de carneiro desfibrinado); MacConkey agar; Mannitol salt agar ou meio de Chapman e Nutrient agar e incubadas aerobicamente a 37ºC durante 24 a 48 horas.

As colónias de Pseudomonas aeruginosa têm um odor característico, adocicado (semelhante à uva).

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Fig. 3 - Crescimento de Pseudomonas aeruginosa
em Columbia agar
 

Em Columbia agar as colónias de Pseudomonas aeruginosa são cinzentas, circulares, lisas, com hemólise (β-hemólise – hemólise completa das hemácias, formando uma zona transparente ao redor da colónia) (Fig. 3).

Em MacConkey agar as colónias de Pseudomonas aeruginosa são descoradas (incolores), ou seja, lactose negativa (não utilizam a lactose mas sim as peptonas do meio como fonte de carbono, este metabolismo da peptona origina amónia, aumentando o pH do meio, tornando assim as colónias incolores) (Fig. 4).

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 Fig. 4 - Crescimento de Pseudomonas aeruginosa
em MacConkey agar

Para a confirmação final, ou seja, identificação final de Pseudomonas aeruginosa são realizados os testes bioquímicos através das galerias API 20E ou através da Carta VITEK GN.

Erica Pires – Técnica Superior
Analista do LRVSA/DLIA
Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural

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