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Ainda que a quantidade de água doce líquida seja constante, a sua mobilidade dentro do ciclo hidrológico faz com que se distribua irregularmente no espaço e no tempo, ou seja, nem sempre existe a mesma quantidade de água disponível no mesmo lugar.

Em Portugal este facto é agravado, uma vez que é um país onde ocorrem importantes desigualdades na disponibilidade de água. Ainda que, em geral, se possa considerar um país seco, existe um Portugal húmido que consome menos água que a que dispõe, enquanto existe um outro seco que tem um défice ou falta de água. É, portanto, nestas zonas que o consumo de água deverá ser convenientemente regulado, para que todas as necessidades sejam satisfeitas.

Também é evidente a distribuição irregular das recepções naturais de água, ainda que este facto se aplique, de forma mais nítida, nas zonas tradicionalmente secas, o que dificulta a realização de qualquer estimativa da disponibilidade, ainda que uma boa política de regulação e aproveitamento eficaz dos recursos hídricos possa tornar este problemas menor que o é na actualidade.

À distribuição temporal e espacial da água há que somar o facto que a exigência de água tem vindo a crescer progressivamente com o tempo. Os usos industrial e doméstico têm vindo a ser incrementados constantemente, enquanto a superfície de regadio duplicou as demandas de água para rega.

Um último aspecto a referir, mas também de muita importância, reside na utilização muito pouco racional da água. Há uma forte tendência para sobre-explorar os aquíferos, desperdiçar água na sua utilização doméstica e o tratamento dos efluentes urbanos e industriais não é ainda suficiente para evitar a contaminação, incessante, dos nossos rios.

Assim, têm vindo a ser realizadas práticas de regadios pouco eficientes na utilização da água, ainda que esta seja uma realidade que se tem vindo a alterar, não só pelo maior conhecimento por parte dos agricultores, como pelo desenvolvimento de novas tecnologias de regadio, que poupam água e a usam de forma mais eficiente.

Pelo que foi dito, existe uma tendência para o aumento das demandas, enquanto as disponibilidades de água se mantêm em valores mais ou menos constantes, o que pressupõe que o défice de água em determinadas zonas se agrave consideravelmente.

A disponibilidade de água numa zona está condicionada, fundamentalmente, com a configuração e caraterísticas físicas das suas bacias hidrográficas, que são, no fundo, as superfícies do terreno onde se pode reter a água da chuva ou de degelo que flui nos cursos de água (rios, córregos, etc.) indo parar ao mar ou sendo regulada por balsas ou barragens.

Os recursos hídricos de uma determinada zona são formados por:

ÁGUAS SUPERFICIAIS: procedem das chuvas, degelos ou neves e que correm superficialmente.

ÁGUAS SUBTERRÂNEAS: as que, depois de se infiltrarem no solo correm ou estão armazenadas no subsolo.

ÁGUAS DE TRANSVASE: procedem de outras bacias hidrográficas.

ÁGUAS DE RETORNO: águas sobrantes de qualquer outro lugar da bacia.

ÁGUAS DEPURADAS: provenientes da depuração de águas de uso doméstico e/ou industrial.

Em qualquer caso, a situação dos recursos hídricos, em Portugal, é deficitária, ou seja, há menos água que a que é requerida.

regagotaagota regaaspersao regasulcos regacanteiro

rega gota a gota - eficácia alta na poupança de água

rega por aspersão - eficácia média na poupança de água

rega por sulcos - eficácia baixa na poupança de água

rega por canteiros - eficácia baixa na poupança de água

 

Ricardo Costa

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