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Os vinhos tranquilos da Madeira
DOP “Madeirense” e IGP “Terras Madeirenses”

vinhos tranquilos2 Desde o final da década de 70 do século passado, a Região iniciou os estudos da adaptação de várias castas regionais, nacionais e estrangeiras para a produção de vinhos tranquilos. Neste seguimento, e fruto dos resultados que se começaram a desenhar, alguns viticultores lançaram-se neste novo desafio dos vinhos tranquilos e assim se iniciaram, vinte anos depois, as primeiras plantações destinadas exclusivamente à produção de vinhos tranquilos.

Em 1999, o Governo Regional, decidido a apoiar e incentivar os produtores de vinhos tranquilos, criou uma legislação própria para o efeito e disponibilizou a tecnologia e os serviços de enologia da Adega de São Vicente para a produção de vinhos de qualidade.

Atualmente, o vinho tranquilo de qualidade produzido na Madeira pode ter duas denominações: vinhos com Denominação de Origem Protegida “MADEIRENSE” e vinhos com Indicação Geográfica Protegida “TERRAS MADEIRENSES”.

A área geográfica de produção do DOP “Madeirense” e do IGP “Terras Madeirenses” abrange as ilhas da Madeira e do Porto Santo.

 

As castas para a produção de vinhos tranquilos são, nas castas brancas, Verdelho, Arnsburger, Folgasão (Terrantez), Sauvignon, Chardonnay, Tália (Ugni Blanc), Sercial (Esgana-Cão), Chenin, Lilás (Alvarinho Lilás), Malvasia Bianca, Rio Grande, Malvasia Cândida, Malvasia Fina, Malvasia Branca de São Jorge, Arinto e Carão de Moça. No que diz respeito às castas tintas, elas são Tinta Negra, Maria-Feld, Merlot, Bastardo, Cabernet Sauvignon, Deliciosa, Complexa, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Aragonês (Tinta Roriz) e Syrah. Finalmente, na casta rosada, a Malvasia Cândida Roxa.

A Adega de São Vicente foi criada pelo Governo Regional para apoiar e incentivar os produtores de vinho tranquilo, disponibilizando a tecnologia e a enologia para a produção de vinhos de qualidade, dado a dimensão das explorações não ser favorável ao investimento em adegas particulares. A Adega de São Vicente começou a laborar em 1999, tendo uma capacidade instalada de aproximadamente 100.000 litros, tendo sido posteriormente alvo de aumento de capacidade, passando dos iniciais 100.000 litros para os cerca de 300.000 litros atuais.

A adega, consoante o tipo de contrato efetuado, responsabiliza-se ou efetua todo o trabalho de produção do vinho até ao seu engarrafamento, cabendo aos utentes o fornecimento do material de engarrafamento (garrafas, rolhas, rótulos, cápsulas, etc.), outros produtos que não os fornecidos pela ASV, que desejem utilizar na produção do seu vinho, e a sua comercialização.


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