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Meteorologia agrícola
A informação técnica semanal ao seu dispor!

apuramentos meteorologicos semana52 (LEGENDA)

Segundo os apuramentos meteorológicos do período compreendido entre 31 de dezembro a 6 de janeiro (ver quadro), com poucas alterações, relativamente à semana anterior, ou seja, pouca nebulosidade com valores de temperaturas acima do normal para esta época,

Estas condições do estado do tempo, obrigam por outro lado, uma atenção redobrada à frequência das regas. Ver no quadro, os indicadores da Precipitação (P) e Evapotranspiração potencial (ETP) que indicam claramente a necessidade de regar.

As previsões climáticas para a próxima semana (até 16 de janeiro), é de que não se verificam muitas alterações, ou seja, na costa sul continuará a haver alguma nebulosidade sem precipitação, na costa norte, presença de muita nebulosidade e alguma precipitação.

Com estas condições climáticas, a borboleta da couve, reúne condições para sair do seu estado pupal, manter observações mais frequentes ao seu couval, para detetar a presença de borboletas adultas, porque estas rapidamente fazem a postura. A maneira mais rápida de tirar estas invasoras da horta é procurando pelos seus ovos, já que pode ser mais fácil do que recolher as larvas (lagartas).

Lagarta da couve (Pyeris brassicæ e P. rapae)

  lagarta couve borboleta 1
lagarta couve borboleta 2  

O adulto é uma borboleta, com asas brancas e 6 a 7 cm de comprimento. As asas posteriores, têm uma pequena mancha preta no bordo anterior. As fêmeas, têm duas manchas pretas redondas na asa anterior e os machos não têm nenhuma.

P. rapae é mais pequena (4 a 6 cm) também de cor branca e distingue-se de P. brassicae, pelo número de manchas negras sobre a asa anterior:

- macho: uma mancha arredondada;

- fêmea: duas manchas.

lagarta couve postura ovos
P. rapae faz a postura dos ovos individualmente e as lagartas aparecem de forma isolada

Os ovos têm uma forma muito característica de “bala de canhão”, estriados no sentido longitudinal e de cor amarela. São depositados em grupos de 25 a 50, o que faz com que as larvas apareçam agrupadas e devorem folhas inteiras.

lagarta couve

As lagartas são de cor verde acinzentado, com três linhas longitudinais amarelas e manchas negras por todo o corpo. Têm numerosas sedas e podem alcançar 4 a 5 cm.

As lagartas de P. rapae são verdes, com pilosidade fina, curta e densa.

 

previsoes meteorologicas semana52 (NOTA)

A pupa é de cor parda-claro com pontos negros e pode encontrar-se aderente a troncos e paredes.

lagarta couve casulo pupa
Casulo - pupa

Apresentam duas gerações anuais. Passam o Inverno na forma de pupa (crisálida) e os adultos, que são de hábitos diurnos, aparecem muito cedo na Primavera.

As borboletas estão ativas assim que brilha o sol e a temperatura esteja elevada. Acasalam em voo, pelo meio-dia.

As lagartas, vivem primeiro em colónias e roem superficialmente a epiderme das folhas.

A partir do 3.º estádio larvar (2.ª muda), dispersam-se por pequenos grupos de 4 a 5 indivíduos e apresentam uma extraordinária voracidade, comendo toda a folha restando só as nervuras mais grossas. Depois, transformam-se em pupas (crisálidas).

As traças emergidas das pupas, depois de hibernarem, aparecem na Primavera e fazem a postura rapidamente. Esta geração raramente é nociva.

As lagartas, desenvolvem-se e depois transformam-se em pupas. Os adultos emergem em julho - agosto e dão origem à segunda geração, muito mais nociva.
Estas espécies devoram toda a folha, restando só as nervuras principais (talos mais grossos).

Dado o instinto gregário que manifestam, os seus estragos podem ser localizados, devorando plantas inteiras, sem afetar as vizinhas.

Outro tipo de estrago indireto, é a grande quantidade de excrementos que produzem e que com a chuva e o orvalho são arrastados e se acumulam no coração da planta, tornando-a não comercializável.

Ao contrário da Mamestra brassicae que ataca as folhas do coração da planta, os pierídeos atacam as folhas soltas.

Recomenda-se a vigilância das plantações e à observação das primeiras posturas ou de lagartas pequenas, a aplicação de um inseticida à base de Bacillus thuringiensis (TUREX, SEQURA, BELTHIRUL, PRESA), ou de azadiractina (ALIGN, FORTUNE AZA), sobretudo em hortas familiares ou para colheita imediata, já que estes são produtos biológicos, não tóxicos para o homem, abelhas, peixes e animais domésticos. Outros produtos fitofarmacêuticos homologados para as lagartas da couve: ciflutrina (CIFLUMAX); cipermetrina (CYTHRIN 10 EC); deltametrina (DECIS, DECIS EXPERT, DELTAPLAN, DECA, DECIS JARDIM (não profissional); diflubenzurão (DIMILIN WP 25); emamectina-benzoato (AFFIRM); indoxacarbe (STEWARD); lambda-cialotrina (KARATE ZEON, NINJA ZEON, KARATE+, JUDO, ATLAS, KARATE ZEON 1.5 CS).

Para mais informação relativamente à prevenção e/ou tratamento, deverá contactar o seguinte serviço da Direção Regional de Agricultura:

Direção de Serviços de Desenvolvimento da Agricultura /DSDA
Divisão de Assistência Técnica à Agricultura /DATA
Correio eletrónico: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Telef.: 291 211 260

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