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Meteorologia agrícola
A informação técnica semanal ao seu dispor!

apuramentos meteo (LEGENDA)

CLIMATOLOGIA

Segundo as previsões para a próxima semana, haverá continuação de muita nebulosidade acompanhada de alguma precipitação. Temperaturas médias continuam a baixar gradualmente. A velocidade do vento a fazer-se sentir, impedindo na maioria dos casos a aplicação de produtos fitofarmacêuticos. As regas como consequência do aumento verificado da precipitação deixam de ser necessárias. Ver no quadro, os indicadores da Precipitação (P) e Evapotranspiração potencial (ETP) que indiciam claramente não haver por vezes necessidade de regar.

Nos locais em que os valores registados da precipitação (P) sejam superiores aos da Evapotranspiração potencial (ETP), ver quadro, poderemos cancelar as regas, em situação inversa, ou seja, se a evapotranspiração apresentar valores bem acima da precipitação, haverá necessidade de regar os solos cultivados.

TRATAMENTOS FITOSSANITÁRIOS

Na aquisição dos produtos fitofarmacêuticos deve informar-se clara e previamente do problema fitossanitário que afeta as suas culturas, das finalidades dos mesmos, assim como se está homologado para a cultura em questão, ou seja, para as quais está autorizada a sua aplicação. Não esquecer, que é uma obrigação, registar no caderno de campo, as utilizações dos produtos fitofarmacêuticos.

Respeite o Intervalo de Segurança (IS) que é o número de dias que decorre entre a aplicação e a colheita. Consulte sempre o rótulo do produto fitofarmacêutico.

Sempre que possível deverá alternar o uso dos produtos fitofarmacêuticos por outros com a mesma finalidade, por forma a não permitir condições para o aparecimento de resistências.

NOTA: Os tratamentos fitossanitários só se devem realizar sempre que as condições do estado tempo o permitirem.

Lembramos que estão a ser realizadas ações de sensibilização ao longo deste mês, sobre a aplicação de produtos fitofarmacêuticos. Quem ainda não frequentou esta ação poderá faze-lo, inscrevendo-se no ‘sítio’ da Secretaria Regional de Agricultura e Pescas (www.madeira.gov.pt/srap), ou aparecer nos locais onde vão ser ministradas essas ações, inscrevendo-se no momento. Obtenha mais informações junto dos serviços agrícolas da sua freguesia, ou seja, juntas de freguesia ou casas do povo, sobre a calendarização destas ações.

Deveremos continuar com as observações às culturas por forma a detetar precocemente quaisquer sinais ou sintomas de pragas/doenças, como tem vindo a ser recomendado.

Actinídea (KIWI)

BACTERIOSE DA ACTINÍDEA - PSA (Pseudomonas syringae pv. actinidae)

CUIDADOS NA COLHEITA PARA PREVENIR A DISPERSÃO DA DOENÇA

Antes da colheita é necessário cortar e retirar as plantas mortas e os ramos infetados em plantas ainda vivas. Os restos vegetais (ramos e folhas) são os principais meios de disseminação da doença dentro do próprio pomar e de uns pomares para outros. Os pomares atingidos pela doença devem ser tratados com uma calda à base de cobre a seguir à colheita e a meio da queda das folhas. O objetivo é desinfetar as feridas deixadas nas plantas pela colheita dos frutos e pela queda das primeiras folhas, pois é por estas pequenas lesões que a bactéria causadora da doença penetra nos tecidos da planta.

PODRIDÃO CINZENTA (Botrytis cinerea)

Ferimentos nos frutos durante a colheita podem dar origem a podridões durante a conservação nas câmaras, causadas por Botrytis e outros fungos. Aconselha-se o maior cuidado no manuseamento dos frutos.

- Anoneiras

Monitorizar as anoneiras na tentativa de detetar a presença da cochonilha algodão. No caso se verificar a sua presença, poderemos aplicar o Imidan 50 WP (fosmete) numa concentração de 60g/hl.

Podemos realizar tratamentos preventivos para combater a antracnose (sintoma fitopatológico resultante da infeção das plantas por vários agentes etiológicos, entre os quais várias espécies de fungos, em geral pertencentes aos géneros Colletotrichum e Gloeosporium) utilizando sulfato de cobre vulgarmente conhecido por ‘Calda Bordalesa’. (ver instruções do rótulo).

- Maracujazeiro (maracujaleiro)

Realizar tratamentos preventivos para combater a antracnose utilizando sulfato de cobre (calda bordalesa), como já atrás referido, ou ainda, utilizando um produto fitossanitário designado por ORTIVA (s.a.: azoxistrobina) que também previne a septoriose.

A aplicação de calda bordalesa no combate da antracnose também previne o aparecimento de outras doenças tais como:

• Tombamento ou Damping off (causado pelos fungos Rhyzoctonia, Fusarium e Phytophthora)
• Verrugose ou cladosporiose (causada pelo fungo Cladosporium herbarum)
• Alternariose (causado por fungos do género Alternaria)

Na presença de ácaros (Tetranychus urticae), aplicar Thiovit Jet (enxofre), 2,5 Kgpc/ha; Vol. Calda: 1000L/ha; Máximo 4 aplicações/ano (10-14 dias de intervalo) com 1 dia de intervalo de segurança.

 

previsoes meteo (NOTA)

 -Citrinos

Míldio

As condições de tempo húmido são favoráveis ao desenvolvimento deste fungo. Assim, para prevenir o aparecimento desta doença nos frutos, aconselha-se a realização de um tratamento de preferência com um produto à base de cobre. A pulverização deve ser direcionada para o solo e terço inferior da copa das árvores. Luta cultural: promover o arejamento das plantas; a zona de enxertia deve situar-se a uma distância do solo nunca inferior a 50 cm; evitar o contacto dos ramos com o solo; efetuar a drenagem do solo; realizar a colheita com tempo seco; retirar e destruir os frutos infetados.

Lagarta da couve (Pyeris brassicæ)

Recomenda-se a vigilância das plantações e à observação das primeiras posturas ou de lagartas pequenas, a aplicação de um inseticida à base de Bacillus thuringiensis (TUREX, SEQURA, BELTHIRUL, PRESA), ou de azadiractina (ALIGN, FORTUNE AZA), sobretudo em hortas familiares ou para colheita imediata, já que estes são produtos biológicos, não tóxicos para o homem, abelhas, peixes e animais domésticos.

Outros produtos homologados para as lagartas da couve: ciflutrina (CIFLUMAX); cipermetrina (CYTHRIN 10 EC); deltametrina (DECIS, DECIS EXPERT, DELTAPLAN, DECA, DECIS JARDIM (não profissional); diflubenzurão (DIMILIN WP 25); emamectina-benzoato (AFFIRM); indoxacarbe (STEWARD); lambda-cialotrina (KARATE ZEON, NINJA with ZEON technology, KARATE+, JUDO, ATLAS, KARATE ZEON 1.5 CS).

Plantar /semear

Fazer as sementeiras dos cereais praganosos de sequeiro: centeio, aveia.

Prosseguir nos alfobres a sementeira de alfaces e couves.

Notar que embora os alhos se possam semear (plantar) de outubro a fins de fevereiro, o mês de novembro é o de grande tradição na sementeira deste género.

Plantar couves (lombardos, repolhos, tronchuda, flor e brócolos), alfaces, cebolas de dias curtos e morangueiros.

Semear: alface, beterraba, cebola, chicória, tomates, couve-galega, nabiças de grelo, nabo redondo, rabanetes, ervilhas, favas e salsa.

Plantar: cerejeiras, pereiras, macieiras.

OPERAÇÕES CULTURAIS

Continuar a mobilização dos solos para as sementeiras e plantações de outono-inverno, onde se irão fazer novas plantações de fruteiras e vinhas em janeiro/fevereiro procedendo à correção da reação do solo e à incorporação de composto.

Importante não esquecer, que é necessário desde já, efetuar as encomendas das fruteiras e dos bacelos.

Deverá aproveitar-se esta altura do ano, para proceder-se à calagem dos solos, mediante os resultados de análise laboratorial.

Na sucessão das culturas hortícolas (rotação), técnica cultural muito utilizada na Região, é de todo conveniente alternar com uma leguminosa, para que haja um equilíbrio de azoto no solo, retardando ao máximo o esgotamento do solo neste nutriente.

Armar canteiros para as sementeiras e plantações próprias da época.

Proteger as plantas mais suscetíveis contra as geadas, com abrigos plásticos, esteiras.

Podar as roseiras e outros arbustos de jardim, bem como árvores ornamentais, nomeadamente as de rebentação mais temporã. Depois de podadas, pulverizar as roseiras com calda bordalesa.

Proceder à abertura de valas, regos ou outras obras que se considerem vantajosas para evitar a estagnação da água das chuvas.

Conservar o jardim limpo, procedendo à apanha da folhagem caída e aproveitando-a com outros restos de plantas, ervas, detritos vários e cinzas, para o fabrico de composto. Podar roseiras e outros arbustos, bem como árvores que não estejam em flor.

Controlo de infestantes:

Manter a vegetação espontânea de taludes e bermas de áreas cultivadas. A presença de ervas nos pomares e na vinha não as prejudica, particularmente, quando estas se encontram em repouso vegetativo. Esta vegetação é importante para fixação do solo, evitando a erosão, por outro lado, serve de abrigo e alimento a inúmeros insetos auxiliares.

Para mais informação relativamente à prevenção e/ou tratamento deverá contactar o seguinte serviço da Direção Regional de Agricultura:

Direção de Serviços de Desenvolvimento da Agricultura
Correio eletrónico: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Telefone: 291 214 310

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