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semanabio8A interiorização da sustentabilidade como fator capital na recuperação da economia é uma questão crucial quer estejamos a falar de economia, turismo, saúde, energia, recursos naturais ou sobretudo de biodiversidade.

A questão crítica da falta de crescimento económico no momento atual é um problema de comunicação entre as diferentes áreas de desenvolvimento económico em que a palavra sustentabilidade é sistematicamente referida sem que esteja minimamente incutida. O simples exercício de leitura de relatórios ambientais de algumas empresas evidenciam claramente que a sustentabilidade é apenas uma ferramenta de marketing.

As questões energéticas e de alimentação, que sempre estiveram ligadas ao longo da história da Humanidade, tendem agora a ser separadas e tratadas individualmente. Assuntos de elevada relevância económica na área social, da saúde e da alimentação são sistematicamente ignoradas.

Segundo um relatório do Fórum Econômico Mundial da Escola de Saúde Pública de Harvard, Setembro 2011, a Carga Econômica Global das Doenças não Transmissíveis (DNTs), ao longo dos proximos 20 anos vão custar o equivalente a 48% do PIB global em 2025. Refira-se que estas doenças estão relacionadas com contaminação ambiental na indústria, produção agrícola e da cadeia alimentar. Se acrescentarmos outros custos sociais, como o desemprego facilmente se compreende a necessidade urgente de políticas interligadas de sustentabilidade efetiva.

A agricultura biológica está a criar riqueza e oportunidades de emprego sendo que o mercado destes produtos continua em franco crescimento apesar do abrandamento da economia global.semanabio6

Torna-se evidente a viabilidade económica a longo prazo dos sistemas biológicos tanto para os agricultores como para os países que apostam nesta atividade e a região não é exceção.

Quando comparada com a agricultura convencional, a agricultura biológica promove o recurso a contratação de mão-de-obra, frequentemente gerada pela restrição de fatores de produção e ênfase nos métodos de produção físicos e mecânicos e pela integração de atividades diversas na própria exploração, criando em média 30% mais empregos por hectare o que implica que a maior parte do capital investido na agricultura biológica destina-se ao pagamento de salários.

Menos despesas com os fatores de produção fazem da agricultura biológica um sistema competitivo, mesmo quando atribuído o valor pago pelos produtos convencionais.

O desenvolvimento económico carece de uma coordenação estreita entre as diferentes áreas da economia e precisa ser desenvolvida em conjunto e muito mais próxima com a da produção de alimentos. Uma abordagem pragmática seria a construção de uma politica alimentar europeia ao invés de uma politica agrícola.
A Agricultura Biológica é uma excelente "escola prática de educação para a sustentabilidade". Ela oferece aos jovens de hoje, decisores de amanhã, um modelo de desenvolvimento sustentável do planeta. Os produtores biológicos são audaciosos inovadores que combinam os conhecimentos mais modernos com as práticas e saberes tradicionais, dispensando o uso de todos os produtos poluentes do ecossistema.

José Carlos Marques/Sílvia Silva

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