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A compostagem - parte I

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A compostagem é um processo biológico em que os microrganismos transformam os resíduos orgânicos frescos em “composto”, em condições controladas e com o consumo de oxigénio.

A pilha de compostagem deve ser feita alternando camadas de materiais ricos em carbono com materiais ricos em azoto (materiais secos-carbonatados, materiais húmidos-azotados depois e assim sucessivamente), devendo a primeira camada ser sempre composta por materiais ricos em carbono, para que absorva o excesso de água e permita a circulação do ar.

Após a formação de cada uma das camadas, todo o material deve ser regado, de forma a manter a humidade adequada. Finalmente, deve ser colocada uma manta geotêxtil a cobrir a pilha ou, em alternativa, palhas, sendo importante assegurar a entrada do ar e evitar a entrada da água das chuvas. Salienta-se que é aconselhável que a pilha possua 2 a 3 metros de largura e 1,5 metros de altura.

Sendo a compostagem um processo de decomposição, por via aeróbia, dos resíduos orgânicos biodegradáveis (origem animal e vegetal) pela ação dos microrganismos, deve-se assegurar que sejam “criadas” e mantidas as condições favoráveis ao desenvolvimento e à ação dos mesmos.

Existem vários parâmetros físicos e químicos que controlam a atividade dos microrganismos aeróbios mais eficientes na decomposição (os mesófilos e termófilos), nomeadamente:

 

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- A temperatura do interior da massa dos resíduos

Pelo facto das reações de degradação serem muito intensas na primeira fase do processo, fase ativa (ocorrendo a libertação de calor, CO2 e vapor de água), a temperatura deverá aumentar até 55ºC – 60ºC, no máximo. Para que não ultrapasse este valor, poderá ser necessário efetuar o reviramento da pilha (“arejar a biomassa”). Posteriormente, ocorrerá a fase de arrefecimento, fase de acabamento, que é caracterizada como sendo uma fase lenta e progressiva diminuição da temperatura. Durante esta fase, a biomassa em compostagem perde a fototoxicidade residual e ocorre a síntese de substâncias húmicas.

Para determinar o final do processo, é necessário verificar se a temperatura se mantém constante e próxima da temperatura ambiente e não varia quando se revolve a pilha.

O produto final tem uma coloração castanho escuro. O odor é semelhante ao de terra molhada.

- Controlo da temperatura

Na falta de termómetro, poderá espetar uma barra ou tubo de ferro na pilha e esperar alguns minutos; ao retirar, colocar a mão com cuidado; se a barra estiver quente sem queimar, está bom! Se estiver excessivamente quente, queimando a mão, significa que é necessário proceder ao reviramento da pilha, assim como, se a temperatura estiver muito baixa.

(Dada a extensão do texto, este artigo será concluído no próximo número do DICA.)

 

Divisão de Agricultura Especializada
Direção Regional de Agricultura

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