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Meteorologia agrícola
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apuramentos DICAs429 (LEGENDA)
meteorologia DICAs434

O vento

Na superfície da Terra, o vento consiste no movimento de ar em grande quantidade.

Pode ser analisado em diversas escalas espácio-temporais:

i. Microescala – Abrange desde turbulências de pequena escala até movimentos de ar que podem atingir dezenas ou centenas de metros, tais como as movimentações de ar desde a camada limite de uma folha até à corrente livre, entre áreas irrigadas e de sequeiro, entre dois alçados de um edifício, um ensolarado e outro na sombra, tendo uma duração temporal de segundos a minutos;

ii. Topo e mesoescala – Estão associadas a desenvolvimentos de pressões diferenciadas entre zonas que distam tipicamente alguns quilómetros e têm uma duração temporal de minutos a horas. Os ventos locais são um caso típico. Nas regiões litorais, durante o dia, desenvolvem-se baixas pressões acima da superfície aquecida e altas pressões no ar acima da superfície do mar que está mais frio, invertendo-se a situação durante a noite, o que provoca ventos diurnos do mar para a terra e da terra para o mar durante a noite. Outros ventos locais estão associados a zonas de montanha.

Neste caso, o vento sopra do vale para a montanha durante o dia, visto que as encostas estão relativamente mais quentes (brisa do vale ou anabática); durante a noite, das encostas arrefecidas sopra o vento frio para o vale (brisa da montanha ou catabática).

O vento Föhn (ou Chinook), o Mistral (Alpes, França) e o Bora (Balcãs, mar Adriático) são outros casos de sistemas que se desenvolvem na mesoescala.

iii. Macroescala – Diz respeito aos grandes sistemas de altas e baixas pressões, dos movimentos de massas de ar e frentes que lhes estão associadas, das correntes de jato, dos ventos alísios que sopram de ambos os lados do equador, etc. As suas escalas podem chegar aos milhares de quilómetros e ter uma duração de dias.

Em meteorologia, os ventos são muitas vezes classificados de acordo com a sua intensidade e direção em que se movimentam. Os ventos súbitos de curta duração e elevada velocidade são denominadas rajadas. Os ventos fortes de duração intermédia (cerca de um minuto) são denominados borrascas ou lufadas. Os ventos de longa duração têm vários nomes, de acordo com a sua intensidade média, como brisa, vento forte, ventania, tempestade ou furacão.

O vento ocorre em diferentes escalas, desde grandes correntes de tempestade que duram dezenas de minutos, até brisas localizadas geradas pelo aquecimento da massa terrestre que duram algumas horas, até ventos globais que resultam das diferenças de absorção da energia solar entre as diferentes regiões climatéricas da Terra.

As duas principais causas da circulação atmosférica de grande escala são as diferenças de temperatura entre o equador e os polos e a rotação do Planeta. Nos trópicos, a circulação de depressões térmicas sobre o terreno e os grandes planaltos podem criar fenómenos de monção. Nas regiões costeiras, o ciclo entre a brisa marítima e terrestre pode criar ventos locais. Em áreas de relevo acentuado, os ventos podem ser dominados pelas brisas de montanha e de vale.

 

previsoes DICAs429 (NOTA)

O vento mede-se, normalmente, em km/h e m/s e, por sua vez, a velocidade mede-se, geralmente, a uma altura de 10m.

A escala de Beaufort, apresentada na tabela a seguir, classifica o vento de acordo com a sua velocidade. Esta escala, inicialmente desenvolvida para medir a força do vento em aplicações náuticas, vem sendo usada em diferentes aplicações agrícolas, quando não se dispõe de instrumentos de medida nas proximidades.

meteorologia DICAs434 QUADRO

De acordo com os apuramentos meteorológicos emitidos pelo IPMA para o período compreendido entre 01 e 07 de junho (ver quadro), as condições do estado do tempo mantiveram-se semelhantes à semana anterior, sem grandes alterações a registar, extuando os registos da precipitação. Os valores da temperatura aumentaram ligeiramente, a velocidade do vento fez-se sentir de forma moderada e a precipitação a ocorrer a norte da Região (Porto Moniz, Santo António da Serra, Calheta, Santana e São Vicente).

Na execução das operações culturais nas explorações agrícolas, nomeadamente as regas e a aplicação de produtos fitofarmacêuticos, deve evitar sempre as horas de maior calor.

A disponibilidade de água no solo depende do balanço entre chuva e evapotranspiração. Verifica-se que os valores da precipitação estão em linha com os valores da evapotranspiração, com exceção a norte da Região) (ver quadro), o que indica assim a necessidade de efetuar regas às culturas. As regas deverão ser realizada, de acordo com as respetivas necessidades hídricas das culturas.

Segundo as previsões do IPMA até 17 de junho (ver quadro), as condições do estado do tempo vão se manter amenas, com alguma nebulosidade e aguaceiros esporádicos, típicos do mês de junho. 

Miguel Teixeira
Divisão de Assistência Técnica Agronómica/DSDA
Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural

 

 

Para informação relativamente à prevenção e/ou tratamento, deverá contactar o seguinte serviço da Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural:

Direção de Serviços de Desenvolvimento Agronómico /DSDA
Divisão de Assistência Técnica Agronómica /DATA
Correio eletrónico: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Telef.: 291 211 260

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