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Meteorologia agrícola
A informação técnica semanal ao seu dispor!

apuramentos meteorologicos 25a31 agosto (LEGENDA)

De acordo com os apuramentos meteorológicos, compreendido entre 1 e 7 de dezembro (ver quadro), a região continuou com tempo nublado e chuvoso (níveis de precipitação elevados). Continuamos com alguma instabilidade nas condições climatéricas.

As regas, deverão ser reduzidas e/ou mesmo suspensas, uma vez que os índices de precipitação voltaram a ser significativos, como já referido.

A aplicação de produtos fitofarmacêuticos, deverão apenas ser agendadas para os dias com previsão de ausência de precipitação, com especial atenção também, à velocidade do vento. Segundo as previsões do IPMA a próxima semana representa uma oportunidade para agendar algumas operações culturais.

Nos locais em que os valores registados da precipitação (P) sejam superiores aos da Evapotranspiração potencial (ETP), ver quadro, devemos suspender as regas.

Nas previsões climáticas para a próxima semana, (até 17 de dezembro), o IPMA prevê algumas melhorias das condições climáticas, no entanto, com presença de nebulosidade e ocorrência de precipitação principalmente nas costas viradas norte, mas a níveis considerados baixos.

Actinídea (Kiwi)

Bacteriose da Actinídea - PSA (Pseudomonas syringae pv. actinídeae), também designada por cancro bacteriano do Kiwi.

Hospedeiros

Esta doença afeta plantas do género Actinidiae, nomeadamente, as espécies A. deliciosa, A. chinensis, A. arguta e A. kolomita.

Epidemiologia

Embora a epidemiologia da doença ainda não seja totalmente conhecida, segundo dados publicados a bactéria P. syringae pv. actinidiae Takikawa et. al. está ativa a temperaturas entre 10ºC e 20ºC, e a temperaturas superiores a 25ºC a sua atividade é limitada.

A bactéria penetra na planta através de aberturas naturais (estomas e lenticelas) ou por feridas de cortes de poda, e avança na planta no sentido descendente. A disseminação da bactéria, a grandes distâncias, faz-se essencialmente por via dos materiais de propagação infetados, incluindo as plantas obtidas por micropropagação.

Sintomas

A bactéria P. syringae pv. actinidiae Takikawa é responsável pela doença comumente designada em Portugal por PSA, que se caracteriza pela presença de diversos sinais e sintomas nas plantas, que poderão variar ao longo do ciclo cultural e consoante a intensidade do ataque e a estirpe da bactéria.

kiwi bacteriose 1
 Foto 1 - Folha de actinídea com necroses castanhas circundadas por halo amarelo
kiwi bacteriose 2
Foto 2 - Folha com necroses castanhas de maiores
dimensões

No nosso país temos observado necroses dos gomos, pequenas necroses nas folhas circundadas por halos amarelos (foto 1), o halo poderá não estar presente (foto 2); cancros nos ramos e tronco, com exsudado de cor avermelhado – ferruginoso (foto 3), flores necrosadas, seca dos ramos e morte de plantas.

 

previsoes meteorologicas 1a10 setembro (NOTA)

kiwi bacteriose 3
 Foto 3 - Exsudado ferruginoso

Meios de Proteção

Não há, até ao momento, meios de luta curativos, pelo que as medidas preventivas, a observação dos primeiros sintomas e a destruição das plantas infetadas, são os meios mais efetivos para o controlo e contenção da PSA:

- Efetuar tratamentos com produtos à base de cobre recomendados, na primavera, antes da rebentação, no outono, após a queda das folhas e sempre que as plantas apresentem feridas devido ao granizo ou ventos fortes. Nesta altura ainda são visíveis, parte dos sintomas da PSA, nas folhas. Os pomares atingidos pela doença devem ser tratados com uma calda à base de cobre a seguir à colheita e a meio da queda das folhas. A bactéria causadora da doença penetra nos tecidos da planta pelas pequenas lesões provocadas pela colheita dos frutos e pela queda das folhas. As aplicações de fungicidas à base de cobre contra a PSA têm um efeito bacteriostático: não matam a bactéria, mas limitam o seu desenvolvimento e reprodução;

- Deverá desinfetar-se o calçado antes de entrar no pomar e à saída, preferencialmente por imersão numa solução de hipoclorito de sódio a 10%;

- Utilizar materiais de propagação isentos;

- Monitorizar o aparecimento de sintomas, sobretudo nas épocas de maior risco (final do inverno/início da primavera);

- Evitar utilizar o sistema de rega por aspersão;

- Efetuar análises do solo e das folhas para evitar desequilíbrios nutricionais (defeito/excesso);

- O material vegetal proveniente do arranque de plantas ou das podas sanitárias deve ser destruído no local, quer seja através do seu enterramento em vala profunda (pelo menos com 50 cm de profundidade) ou da sua queima. No caso de não ser possível proceder de imediato à destruição do referido material, o mesmo poderá ser amontoado, pulverizado com hipoclorito de sódio a 12% ou peróxido de hidrogénio a 130 volumes e cobertos com plástico até à sua destruição;

- Desinfetar todos os utensílios de poda antes de passar de uma planta para outra, com álcool, ou lixívia;

- Evitar circular com máquinas agrícolas da parte contaminada do pomar para a, aparentemente, isenta;

- Sempre que efetuar cortes superiores a 2-3 cm, deve-se desinfetar e selar com produtos apropriados.

Cuidados na colheita para prevenir a dispersão da doença

Antes da colheita, é necessário cortar e retirar as plantas mortas e os ramos infetados em plantas ainda vivas. Os restos vegetais (ramos e folhas) são os principais meios de disseminação da doença dentro do próprio pomar e de uns pomares para outros. Os pomares atingidos pela doença devem ser tratados com uma calda à base de cobre a seguir à colheita e a meio da queda das folhas. O objetivo é desinfetar as feridas deixadas nas plantas pela colheita dos frutos e pela queda das primeiras folhas, pois é por estas pequenas lesões que a bactéria causadora da doença penetra nos tecidos da planta.

Miguel Teixeira
Divisão de Assistência Técnica Agronómica/DSDA
Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural

Para mais informação relativamente à prevenção e/ou tratamento, deverá contactar o seguinte serviço da Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural:

Direção de Serviços de Desenvolvimento Agronómico /DSDA
Divisão de Assistência Técnica Agronómica /DATA
Correio eletrónico: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Telef.: 291 211 260

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