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O dia da bolacha… com fruta!

dia da bolacha 2020 Não gostaria de ser um desmancha-prazeres sobre a desequilibrada relação entre a bolacha e a saúde, mas, se até o monstro das bolachas da Rua Sésamo se transformou num comilão de fruta e legumes, será que poderíamos ter mais fruta na bolacha? Para os incrédulos, por favor visitem a página da Rua Sésamo em hhttps://www.sesamestreet.org/videos?vid=26293

Se apertarem o “pescoço” à bolacha, ela vos dirá que tem pouco ou nada a oferecer, para além da energia vazia dos açúcares. A classificação de bolachas e biscoitos, de acordo com o teor de farinha mais ou menos integral, enriquecida com gordura e açúcar, não deixa dúvidas algumas à crítica organolética. Tem de ser saborosa, senão não é bolacha.

O desafio no Dia da Bolacha devia ser tudo aquilo que se diz: fazer bolachas com os filhos; fazer bolachas caseiras para oferecer no Natal; fazer bolo de bolacha; comer gelado de bolacha; dar bolachas aos amigos e colegas de trabalho; experimentar novos tipos/sabores de bolachas; rever vídeos do monstro das bolachas ou episódios da Rua Sésamo com os filhos; partilhar imagens do monstro das bolachas… mas com fruta à mistura! Afinal de contas, o que nos faz felizes não são as bolachas nem a fruta, mas sim o Natal.

 

Uma receita simples e igualmente aromática é flocos de aveia com banana, canela q.b. e juntar frutos oleaginosos ou sementes. Pesquise, descubra as quantidades e altere a receita, coloque chocolate ou figos secos, o que seja, mas descubra que a bolacha pode ser despida de rótulo e vestida de papel vegetal bem torneada com o barbante da mercearia.

A verdadeira bolacha não teme andar fora da caixa. Quantas se parecem com “a última bolacha do pacote” só porque se vendem em embalagens estilizadas com designações enganadoras pelo apelido integral ou que se fazem passar por descendentes da nobre família “aveia”?

Atualmente, a durabilidade da bolacha é sinónimo de mau presságio, não fossem os investigadores perceberem que, entre tantos conservantes, a bolacha que não envelhece é má para a nossa flora intestinal. Quem diria que a “Maria” também andava nessas andanças do anti envelhecimento! Banhada em óleo hidrogenado, sal e açúcar são bronzeadas e ficam ricas em acrilamida, mais um entre tantos outros aditivos para dourar o estaladiço e crocante efeito da bolacha de pacote.

Não me convencem com aquelas bolachas de “esferovite”. Que o Dia da Bolacha seja estilhaçar uma bolacha caseira com fruta, com prazer a sério, sem a angustiante perseguição calórica e inquietante de quem quer comer uma bolacha sem gordura, açúcar e sal e ter os dois mundos.

Se não preferir festejar o Dia da Bolacha com bolacha e fruta, coma apenas a fruta, é rica em hidratos de carbono saudáveis bem colados ao envelope de fibra alimentar qua a natureza oferece, carregadinhas de vitaminas e minerais. E a cor da casca, o aroma e a gentil acidez são extras que a natureza oferece em fitoquímicos impossíveis de se encontrarem à venda na farmácia mais próxima. A propósito, quando é que é o Dia da Fruta? Talvez possa preparar uma salada de fruta com bolacha ralada!

Ricardo Oliveira
Nutricionista 0478N
SESARAM,E.P.E.RAM
Estratégia Regional de Promoção da Alimentação Saudável e Segura (ERPASS)

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