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O cancro americano do castanheiro é um fungo com características semelhantes ao cancro e pedrado da macieira. É provocado por um fungo designado Cryphonectria parasitica (Murr) BARR. A doença dizimou 3,6 milhões de hectares de castanheiro nos EUA e está presente na Europa há várias décadas, sendo detetada pela primeira vez em Portugal, em 1989, na região de Trás-os-Montes e está bastante presente nos nossos soutos na Madeira, principalmente na última década. É muito virulenta e ataca a parte aérea da árvore de forma rápida e irreversível.

1. Como detetar a doença?

- existência de ramos secos na copa, casca fendilhada (cancros) nos ramos e por vezes no tronco;

- existência de pequenas pústulas alaranjadas ou castanho-avermelhas nos ramos e plantas jovens;

- presença de micélio branco-amarelado em forma de leque sob a casca.

2. Como se espalha a doença?

O fungo é transportado naturalmente pela chuva, vento, insetos e aves. A infeção dá-se através de qualquer ferida na árvore, provocada quer por causas naturais, quer pela intervenção do homem através do equipamento de corte usado nas enxertias e podas.

3. Como controlar?

Com a doença presente no souto devemos:

- cortar os ramos doentes cerca de 20 cm abaixo do cancro;

- queimar, no local, as partes doentes (raminhos, ramos, casca);

- nas grandes pernadas e sempre que possível, deve remover-se o cancro, retirarando a casca fendilhada, raspar o micélio até atingir a parte sã e pincelar a ferida com uma pasta fungicida à base de cobre (por exemplo: Cupravit; Cuprocol; Cuprital; Cobre 50 Cuprital, etc.);

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- durante a poda, desinfetar os instrumentos de poda após o corte de um ramo suspeito;

- quando passar para outra árvore, desinfetar sempre os instrumentos utilizados com lixívia diluída (1 litro de lixívia diluída em 1 litro de água) ou formol;

- após a poda, desinfetar as árvores com fungicida à base de oxicloreto de cobre ou sulfato de cobre (selecionar de entre os atrás referidos).

4. Como prevenir?

- evitar podas desnecessárias bem como grandes cortes, promovendo a formação da copa o mais cedo possível;

- não podar com tempo chuvoso;

- proteger os cortes com produto cicatrizante;

- desinfetar sempre os instrumentos utilizados.

5. Nas novas plantações:

- utilizar plantas provenientes de viveiristas autorizados e acompanhadas de passaporte fitossanitário.

6. Nas enxertias:

- colher material para enxertia apenas em soutos sãos;

- pincelar toda a zona de enxertia com fungicida à base de carbendazime (n.c. Punch CS);

- desinfetar sempre os instrumentos utilizados.

(Fotos: DRATM)

Adriano Maia
Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural

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