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Fig. 1 - sintomas do vírus do

urticado da videira

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Fig. 2 - amarelecimento e necrose

na casta Sercial

Todas as doenças da vinha provocadas por vírus são transmitidas por enxertia e alguns outros vetores, nomeadamente os nematodes, daí a grande importância de elaborar programas de melhoramento sanitário e de usar material de propagação certificado.

As doenças provocadas por vírus têm alguma importância na cultura da vinha, quer por causarem decréscimo em parâmetros qualitativos e/ou quantitativos dos mostos e vinhos quer por tornarem mais curto o período de vida das videiras.

No caso do vírus do urticado da videira ou nó curto infecioso, os sintomas variam com as estações do ano e com as castas infetadas. Normalmente nota-se um mosaico disperso, amarelo ou verde nas folhas de quase todas as variedades, anéis e manchas amarelas, malformações das folhas e dos nós (Fig. 1). Diminui a produção, a longevidade, o pegamento da enxertia e o enraizamento das plantas torna-se mais difícil.

As folhas ficam muito distorcidas, assimétricas e dentadas; aparecem entrenós curtos ou duplos; fasciações e crescimento em ziguezague e o amadurecimento é irregular.

Na Primavera pode dar-se o amarelecimento das folhas que por vezes evolui para necrose (Fig. 2).

Este vírus é transmitido pelos nemátodes Xiphinema índex, já identificado na RAM, por X. italiae e também por enxertia. Os nemátodes adquirem rapidamente o vírus quando se alimentam de raízes doentes e mantêm-se infetados por muito tempo.

Após o arranque da vinha, deve-se analisar o local para prospeção de nemátodes. Se o resultado for positivo, recomenda-se fazer pousio antes de plantar novamente vinha e utilizar porta-enxertos resistentes ao nemátode X. index e ao vírus do urticado da videira.

O enrolamento foliar da videira (Closterovirus) é um complexo de vírus e afeta principalmente as características qualitativas do mosto. Provoca o enrolamento e a descoloração das folhas.

Durante o Inverno os sintomas não são visíveis, altura em que é tirado material para propagação, espalhando-se assim facilmente a doença. As videiras infetadas são ligeiramente mais pequenas que as outras.

No Verão começam a aparecer os sintomas, a partir das folhas da base que enrolam para dentro (Fig. 3). As folhas ficam amarelas (nas castas brancas) ou vermelhas (nas castas tintas). As nervuras principais continuam verdes. A doença atrasa o amadurecimento.

Fig. 3 - sintomas provocados pela infeção pelo vírus do enrolamento foliar da videira
fig3A fig3B
numa casta branca numa casta tinta

O vírus transmite-se por enxertia e também pelos insetos homópteros Pseudococcus longispinus e Planococcus ficus, também já identificados na Ilha da Madeira.

Quando as plantas muito jovens estão infetadas com os dois vírus ao mesmo tempo, os sintomas são mais graves, com entrenós curtos, enrolamento e distorção foliar e fraco desenvolvimento da planta (Fig. 4).

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Fig. 4 - sintomas numa videira jovem infetada pelos dois vírus

Para evitar a infeção da vinha com estes vírus, recomenda-se o uso de material certificado para as enxertias, isto é, isento destes vírus.

Adelaide Fernandes

Comentários  

# francisco 03-03-2015 14:42
informação sobre armillaria da vinha
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# DRADR 18-03-2015 15:46
Boa tarde.

Informa-se que no DICA n.º 109, de 18 de março, foi publicado um artigo sobre Armillaria mellea.

Com os melhores cumprimentos,
a Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural.
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