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A "mela" ou murchidão bateriana é uma doença bastante destrutiva, sendo provocada por uma bactéria, a Ralstonia solanacearum.

Sintomatologia ao nível do caule herbáceo

O seu sintoma em campo caracteriza-se pela murchidão geral das plantas, nanismo e amarelecimento generalizado da folhagem, podendo o problema ocorrer em qualquer estadio de desenvolvimento da planta. Chama-se a atenção para o facto da sintomatologia da "mela" iniciar-se em certos e determinados sectores da plantação, ou seja, os sintomas não ocorrem, inicialmente, de forma generalizada no batatal. A sua generalização é feita através da água de rega.

Começam a aparecer algumas plantas com sintomas de sede, que pioram e se generalizam, quando a plantação é regada. Em plantas jovens e suculentas, a infecção produz uma murchidão severa da folhagem e o decaimento dos talos (sintomas típicos de falta de água). A doença pode afectar só uma das partes do talo ou toda a planta, quando o ataque é mais forte. Os talos atacados acabam por murchar e secar completamente, enquanto o resto da planta pode ficar sã.
Quando se faz um corte transversal no talo, observa-se uma necrose na zona dos tecidos vasculares.

Um sinal muito característico para o diagnóstico da doença é a presença de gotículas brilhantes de côr castanho grisáceo que exsudam dos tecidos do xilema, quando se efectua um corte transversal no talo infectado; ao pôr em contacto as duas superfícies que resultam do corte e as separamos em seguida lentamente, podemos observar fios delgados de mucosidade que se mantêm e esticam.

De igual forma, se se coloca um pedaço da base do talo (com 2-3cm de comprimento) num tubo de vidro transparente contendo água limpa, mantendo-o mais junto à superfície possível, com a ajuda de um "clip", passados alguns minutos constata-se a formação de filamentos leitosos, que saem de um dos extremos do talo e se projectam até ao fundo do recipiente.

Sintomatologia ao nível do tubérculo

Nestes órgãos o sintoma mais típico é a presença de muco (pus) bacteriano na zona dos "olhos". Normalmente a terra adere-se a este muco, quando a infecção é mais severa.

Quando se faz um corte transversal no tubérculo infectado pressionamo-lo, podemos observar, na zona dos eixos vasculares a presença de muco bacteriano de côr branca-cremosa. Em casos mais avançados do ataque o tubérculo apodrece e assume uma cor castanha.

Ricardo Costa

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