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queimadordeenxofreO oídio da roseira é a doença mais importante que ataca flores, folhas e caules.
Os sintomas são manchas brancas e pulverulentas que cobrem rebentos, folhas, botão floral, e até os espinhos; as folhas podem apresentar-se retorcidas ou curvadas. Dado o aspecto visual das hastes florais atacadas por esta doença, estas perdem o seu valor comercial.

O oídio, causado pelo fungo Sphareoteca pannosa var. rosae, surge quando os valores de temperatura oscilam entre os 18 e os 25ºC e a humidade relativa do ar é elevada durante a noite e baixa durante o dia.

A doença espalha-se através dos conídios do fungo, os quais dispersam-se através do vento e correntes de ar existentes dentro da estufa. Este fungo está presente o ano inteiro, persistindo durante o inverno na forma de micélio à superfície dos ramos, na base dos espinhos e no interior dos gomos dormentes, e sob a forma de conídios, micélio e cleistotecas nas folhas caídas.

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foto: Duarte Sardinha

Uma das formas de reduzir o oídio é o controlo da temperatura e humidade relativa da estufa, evitar plantas demasiado tenras e reduzir a quantidade de inóculo, através da eliminação das partes da planta atacadas.

Para o controlo desta doença aconselha-se o uso de queimadores de enxofre, bastante eficazes no controlo preventivo do oídio. O seu funcionamento deve coincidir com o período em que a estufa se encontra completamente fechada e os mesmos deverão ser colocados a cada 6m x 8m, devendo o enxofre utilizado ser do tipo "flor" (com 80% de enxofre).

Além do enxofre, poderá ser necessária a aplicação por pulverização foliar com produtos à base de bifentrina + miclobutanil, bifentrina + propiconazol, bitertanol, bupirimato, cresoxime-metilo, difenoconazol, miclobutanil, tetraconazol ou trifloxistrolina.

Estes produtos fitofarmacêuticos estão homologados para a roseira, devendo ser respeitadas as doses e condições de utilização indicadas no seu rótulo.

Maria João Dragovic