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A praga Epitrix sp. na batateira

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Epitrix sp. e sintomas
nas folhas da batateira

A batata, cujo nome científico é Solanum tuberosum, é uma cultura de referência na Região Autónoma da Madeira (RAM), tendo maior expressividade nos concelhos de Santana, São Vicente, Ribeira Brava e Porto Moniz.

Até 2013, a RAM foi considerada como uma região isenta da praga Epitrix sp. mas, mais recentemente, foi detetada a referida praga  em alguns campos de batateiras da Região, nomeadamente nos concelhos de Santana e Santa Cruz.

O Epitrix sp. é um pequeno coleóptero, pertencente ao grupo das álticas ou “pulguinhas”. Os adultos hibernam no solo durante o inverno, sob os resíduos da cultura ou nas infestantes existentes nas bordaduras do terreno. Na primavera, quando retomam a atividade, os ovos são colocados no solo junto à base da planta e quando eclodem, as larvas alimentam-se das raízes e dos tubérculos.

Nas folhas e nas flores, os sintomas resultam em pequenos orifícios que dão um aspeto de “crivado” e que são causados pelos adultos. Os estragos nas folhas normalmente não afetam o desenvolvimento da cultura.

Nos tubérculos, esta praga origina canais subepidérmicos estreitos sinuosos , pequenas verrugas e orifícios escuros pouco profundos, causados pela alimentação das larvas.

Os estragos nos tubérculos são normalmente superficiais e bem cicatrizados, mas podem originar rejeição por parte do consumidor final, levando à depreciação/desvalorização comercial.

 

 epitrix tuberculo afetado

Tubérculo afetado pelo Epitrix sp.

Na sequência destes prejuízos provocados pela Epitrix sp. na cultura da batateira na RAM, e com vista a impedir a sua dispersão, dever-se-á implementar um conjunto de medidas culturais, de modo a evitar o recurso de tratamentos fitossanitários. São elas:

- efetuar rotação com culturas não solanáceas, evitando, por exemplo, o tomateiro, beringela e pimento;
- observar a cultura, principalmente à emergência das folhas, para deteção precoce dos adultos e seus estragos;
- minimizar a quantidade de terra aderente aos tubérculos na colheita e comercialização e;
- destruir os restos da cultura e das infestantes hospedeiras, a exemplo da erva-moira.

Caso as medidas culturais se tornem insuficientes no controlo à Epitrix sp., o recurso a tratamentos homologados poderá ser necessário. Atualmente, o EPIK SG está homologado na concentração de 15 a 25 g/hl e o CALYPSO na concentração de 30ml/hl (esta indicação não dispensa a leitura dos rótulos dos referidos produtos). Os tratamentos devem ser efetuados na primavera, para combater os adultos que iniciam a sua atividade e de modo a evitar as posturas e o desenvolvimento de larvas causadoras dos estragos nos tubérculos, reduzindo assim os níveis populacionais nas gerações seguintes.


Aurélia Sena
Direção Regional de Agricultura

Bibliografia:

http://www.dgv.min-agricultura.pt/portal/page/portal/DGV/genericos?generico=13743333&cboui=13743333

http://www.drapc.min-agricultura.pt/base/documentos/epitrixaa.pdf

http://www.iniav.pt/fotos/editor2/epitrix_similaris_gentner__epitrix_da_batateira.pdf

http://www.agronegocios.eu/noticias/epitrix-similaris-praga-dos-batatais/

http://www.drapn.mamaot.pt/drapn/fitosanidade/epitrix_batateira.html

http://www.draplvt.mamaot.pt/DRAPLVT/Comunicacao/Publicacoes/Draplvt%20Publicacoes/folheto_epitrix_batateira.pdf

http://www.seed.pt/fotos/editor2/epitrix2.pdf

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