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A propagação in vitro de antúrio

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Fig. 1 – fragmentos de folhas com a nervura
principal e secundária
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Fig. 2 – rebentos de antúrio, formados
ao fim 9 meses em cultura

O antúrio (Anthurium andreanum L.) é originário da América do Sul e pertence à família Araceae. Há antúrios de diversas cores, desde o branco puro ao vermelho intenso, incluindo diversos tons de rosa, salmão verde e até castanho.

O antúrio propaga-se vegetativamente e quando se pretende propagar uma variedade em grande escala o melhor método é através das técnicas de cultura in vitro.

O antúrio é uma das 21 espécies produzidas in vitro no Núcleo Microlab e a sua propagação consiste em colher folhas jovens, as quais são lavadas com um detergente e de seguida desinfetadas com uma solução a 20 % de lixívia comercial.

Após a desinfecção, as folhas são cortadas em pequenos quadrados (1x1 cm), contendo cada um parte da nervura central ou secundária da folha (fig. 1). Estes pequenos fragmentos de folhas ou explantes são cultivados no meio de cultura composto pelos nutrientes adequados ao seu desenvolvimento.

As culturas são mantidas na obscuridade à temperatura de 24.º C durante 7 a 12 meses, aproximadamente, até se observar a formação de um rebento por explante, com a altura igual ou superior a 1 cm (fig. 2). Nesta fase, as culturas são expostas à luz indireta, à tempertura diurna de 26.º C e quando os rebentos ficam verdes e resistentes, são divididos em microestacas e cultivados num meio de cultura para promover a formação de múltiplos rebentos.

 
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Fig. 3 – rebentos de antúrio na fase
de enraizamento
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Fig. 4 – plantas de antúrio ao fim de 3 anos
desde o início da cultura

Ao fim de 60 dias em cultura os rebentos formados são novamente cortados em microestacas e cultivados em meio fresco de multiplicação. A partir desta fase, este procedimento é repetido a intervalos de 60 dias até se obter o número de rebentos pretendido, sendo depois cultivados no meio de enraizamento (fig. 3). Os rebentos são mantidos neste meio durante 4 a 5 meses, ou seja, até terem as raízes desenvolvidas e 4 a 5 cm de altura, sendo depois transferidos para o substrato. A produção in vitro desta cultura tem a duração de 3 anos, ou seja, desde a colheita das folhas até à transferência das plantas para a estufa (fig. 4).

 

 

Isabel Nunes Freitas
Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural

 

Para mais informação, deverá contactar o seguinte serviço da Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural:

Direção de Serviços de Assistência Técnica e Mecanização Agrícola
Divisão de Hortofloricultura
Núcleo Microlab
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