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fecundtomate1O início do crescimento dos frutos é marcado pela fecundação dos óvulos. Para que tudo corra bem, é fundamental que o processo de fecundação ocorra na perfeição durante três etapas: a formação do grão de pólen, a polinização e ainda a fecundação.

Para que haja uma boa fecundação, é importante que os grãos de pólen sejam viáveis e estejam em número suficiente. O número potencial de grãos de pólen é determinado geneticamente.

As temperaturas abaixo dos 10 ºC e acima dos 30 ºC, humidades relativas altas associadas a temperaturas elevadas, deficiências nutritivas são os fatores determinantes na produção e viabilidade do pólen.

A flor do tomateiro é hermafrodita, tem o órgão feminino (estigma e ovário) e o órgão masculino (anteras).

A anafase é a altura que o estigma se encontra muito receptivo e ocorre a polinização.

Para que se produza a germinação, os grãos de pólen devem aderir ao estigma. As condições ideias são uma humidade relativa acima de 70% e uma temperatura entre os 17 ºC a 24ºC (Revestjin, 1970).

Na produção de tomate em estufa, o estigma muitas das vezes perde a sua capacidade receptora devido às altas temperaturas, principalmente nas épocas de primavera/verão. O estigma seco faz com que as flores abortem por falta de fecundação.

Na estufa, para que este processo seja eficiente é conveniente a colocação de abelhões para favorecer a polinização cruzada.

Depois da polinização, e para que aconteça a fecundação, é necessário a germinação do pólen, que ocorre relativamente rápido a uma temperatura de 25 ºC.

Por sua vez, quanto menor for a temperatura menor é a percentagem de germinação e a percentagem de grãos que germinam é reduzida consideravelmente a temperaturas fora do intervalo 5ºC/37ºC.

A velocidade de crescimento do tubo polínico aumenta com a temperatura no intervalo de 5 ºC/35 ºC, mas diminui a temperaturas superiores (Dempsey, 1970).

Ana Ghira