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O physalis (Phisalis Peruviana)
"Tomate de capucho"

physalis4O Physalis (Phisalys peruviana L.) é uma espécie nativa da América Central e América do Sul e pertence à família das solanáceas. É uma planta que se desenvolve em regiões quentes, de clima tropicais e subtropicais e que na Região Autónoma da Madeira cresce espontaneamente, apresentando-se como uma espécie infestante.

O physalis é uma planta rústica que não exige muitos cuidados, podendo atingir os dois metros de altura, e encontra-se no mercado a elevados preços, fazendo cada vez mais parte das tendências dos consumidores por apresentar diversos benefícios para a saúde.

A temperatura mínima de crescimento das plantas de physalis é de 10ºC. As temperaturas ótimas diurna e noturna para o desenvolvimento vegetativo da planta é de 20 a 25ºC e 14 a 16ºC, respetivamente.

São muito suscetíveis aos ventos fortes, que provocam estragos na planta e refletindo-se no decréscimo do número de frutos com graves consequências na produção.

Adapta-se a baixas e elevadas latitudes, não sendo sensível ao fotoperíodo. Embora tolere solos pobres, responde muito bem a solos ricos em matéria orgânica com boa capacidade de retenção de água e boa drenagem (deve evitar-se locais sujeitos a encharcamentos). O pH ideal situa-se entre 5,5 e 6,8.

Elevadas condições de fertilidade do solo podem provocar um crescimento vegetativo excessivo e inútil da planta, enquanto que situações de fertilidade equilibrada induz a uma produção de flores/frutos equilibrada.

 

physalis3A rega é um dos factores de produção mais importantes no sucesso desta cultura, pois um défice hídrico poderá conduzir a baixos rendimentos e a baixa qualidade da produção.

Recomenda-se o sistema de rega gota-a-gota, por ser o que permite maior poupança de água e baixa incidência de pragas e doenças.

O physalis é considerado atualmente um dos mais completos alimentos de origem vegetal.

Os frutos possuem efeitos fitoterapêuticos devido às suas propriedades antioxidantes (evita a formação dos radicais livres no organismo, protegendo-o de doenças) e anti-inflamatórias, dada a presença de uma substância denominada fisalina, apontada como uma arma contra o cancro e a tuberculose.

O seu uso tem sido recomendado também para doenças de pele (psoríase e dermatites). Além de possuírem grande fonte de betacaroteno e vitaminas A e C, contêm pectina, uma fibra que ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue e a reduzir o colesterol.

Pelas suas qualidades nutricionais é uma cultura que está a despertar interesse no mercado nacional e que começa a dar os seus passos no mercado regional.

 

Guida Gomes
Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural

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