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fotos: Paula Almeida Rocha

A tangerina é um citrino que pertence à família Rutáceas, género citrus e é originária do Sudoeste Asiático e da Índia.

A tangerineira é uma árvore pequena, espinhosa e de folha perene, adaptando-se perfeitamente às condições climáticas desérticas, semitropicais e subtropicais, mas o fruto é mais sensível a sofrer lesões provocadas pelo frio do que a maioria das laranjas e das toranjas, devido à pequena espessura da epiderme.

De acordo com critérios comerciais, encontramos quatro tipos destes pequenos citrinos: clementinas, tangerinas comuns (mediterrânicas), satsumas e híbridos.

Sob a designação de "clementinas" estão as tangerinas, cujo tamanho varia entre o pequeno e o médio e têm origem na tangerineira comum. Estas variedades têm o inconveniente de ser alternante na produtividade As variedades principais deste grupo são a 'Fina', 'Clemenules', 'Oroval', 'Marisol', 'Oronules', 'Esbal', 'Clemenpons', 'Loretina', e 'Hernandina'.

As tangerineiras designadas de "comuns" possuem boas qualidades organolépticas, mas a presença de sementes e a sua escassa conservação fazem com que não tenham muita importância no mercado mundial, embora a possam ter no comércio local.

Em Portugal existe uma variedade originária de Setúbal, a 'Setubalense', muito produtiva mas acentuadamente alternante, com polpa doce, de sabor agradável e muito aromática.

No grupo das "Satsuma" encontram-se as tangerineiras originárias do Japão. De todas as tangerinas, é a mais resistente ao frio. As tangerinas deste grupo são as primeiras a amadurecer, mas uma vez atingida a maturação o teor em ácidos do fruto decresce rapidamente, o que as tornam menos apetecíveis que outras variedades. As variedades mais importantes deste grupo são a 'Owari', a 'Clausellina' e a 'Okitsu Wase'.

Os "Híbridos" englobam as tangerineiras resultantes do cruzamento entre espécies. Em Portugal as principais variedades são a 'Fortuna', 'Encore', 'Wilking' e 'Fremont'.

O método mais comum de propagação é enxertia de borbulhia em "T" invertido.

A colheita realiza-se entre os meses de novembro e junho.

Os solos mais indicados são os areno-argilosos, com pH entre 5,5 e 6,5. Não toleram solos impermeáveis, devendo ser evitados solos que encharcam com facilidade.

As tangerineiras são favorecidas por climas com temperatura entre 20 e 30°C e humidade relativa do ar alta. Os frutos produzidos nos climas mais frios, em geral, são mais ácidos e apresentam coloração da casca e do suco mais intensa.

A exposição direta aos raios solares pode provocar queimaduras nos frutos, além de prejudicar a qualidade interna e o tamanho.

A falta de chuva ou a distribuição inadequada podem limitar a produção. Os rendimentos máximos são, em geral, obtidos em áreas irrigadas.

Em Portugal, o cultivo deste fruto é mais representativo na zona do Algarve e Ribatejo. Na Madeira, a cultura encontra-se dispersa por toda a região mas com maior incidência nos concelhos de Ribeira Brava, Câmara de Lobos, Funchal e Santa Cruz. Na costa sul da ilha, a altitude ideal para o cultivo desta fruteira é até aos 350 metros e na costa norte até aos 100 metros.

As doenças mais importantes que afetam esta cultura são a fumagina, o míldio e a gomose. As pragas mais frequentes são a mineira dos rebentos dos citrinos, a psila dos citrinos, os ácaros, os afídeos e as cochonilhas.
Paula Rocha

 

Bibliografia consultada:
Ministério da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas. Citrinos. Disponível em http://www.gpp.pt/pbl/Diagnosticos/SubFileiras/Citrinos.pdf

Paula Almeida Rocha
Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural

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