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peropontadopargo1Diversos nomes científicos têm sido propostos para a macieira, como Pyrus malus L., Malus pumila Miller, Malus sylvestris Miller, Malus malus Briton e Malus domestica Borkhausen. No entanto, ao serem citados vários nomes para a espécie, a denominação M. domestica foi a primeira denominação válida publicada para a macieira cultivada, sendo então aceite como nome científico apropriado.

A macieira é originária do Cazaquistão e da Ásia Central, sendo que a origem primária do género Malus está localizada na Ásia Menor, Cáucaso, Ásia Central, Himalaia indiano, Paquistão e oeste da China, onde existem pelo menos 25 espécies nativas de Malus. A região da Ásia Central possui grande diversidade de espécies de macieiras selvagens, com diferentes formas, cores e sabores.

A dispersão da macieira foi fortemente influenciada pela Rota da Seda, do mar negro para o oeste da China. Caravanas de viajantes, a pé, em camelos ou cavalos atravessavam essa rota desde o período Neolítico. Os animais utilizados nessas caravanas comiam todos os tipos de frutas, entre as quais a maçã. Assim, sementes de diversas espécies de Malus foram dispersas ao longo desse caminho.

A "domesticação" da macieira passou por duas etapas importantes: a introdução inicial de macieiras no oeste da Europa, seguida por posteriores hibridações entre cultivares e/ou espécies selvagens.

No que respeita à presença da macieira na Ilha da Madeira, esta será certamente muito remota e ligada ao seu povoamento. O insigne Eng.º Agrónomo J. Vieira Natividade (1899-1968), que em 1947 publicou a obra "Fomento da Fruticultura na Madeira", sobre as numerosas variedades de maçãs que encontrou, já concluía que "o que se passa com as castas de Macieira cultivadas na ilha constitui seguramente caso único na fruticultura mundial. Só mereceram o interesse do cultivador as formas da subespécie paradisíaca, dotadas de cones radicíferos e por isso susceptíveis de se multiplicarem por estaca com a maior facilidade. A flora madeirense deve ser hoje, neste aspecto, a mais rica do mundo, pois não será exagero o afirmar que o número de castas em cultura, com ou sem valor económico é superior a uma centena...".

Com o passar dos anos, se bem que parte deste património genético possa ter "desaparecido", as mais "persistentes", aquelas que os agricultores, por diversas razões, foram mantendo em cultivo nos tempos mais recentes, voltam a ser muito faladas quando se considera cada vez mais importante valorizar o que é específico e único de uma dada região. Encontram-se neste grupo distinto, entre outras, as variedades "barral", "vime", "branco", "cara de dama", "cú de melro", "calhau", "focinho de rato", "pevide", "ponta do pargo", "riscado", "rajado", "rijo" e o "amargo".

De facto, as maçãs madeirenses que, em relação a grande parte das variedades, são comummente designadas, além do nome próprio, por "pêros", têm grande interesse, não só agronómico como também económico, podendo, consoante as suas características dominantes, serem direcionadas para o consumo em fresco ou para a produção de doces e de sidra.

A maçã é um dos frutos mais consumidos em todo o mundo, tanto pelo seu sabor quanto pela sua durabilidade e versatilidade, sendo utilizada nos mais variados pratos e cardápios.

O fruto é adstringente e laxante. Uma maçã madura crua é um dos alimentos mais úteis para ajudar no processo de digestão. Além de constituir um excelente dentífrico, a ação mecânica de comer um fruto ajuda na limpeza dos dentes e gengivas.

O fruto e o sumo da maçã diminuem os níveis de colesterol e triglicerídeos.

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"pêro da Ponta do Pargo" "pêro Azedo" "pêro Vime"

 Regina Pereira

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