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O ciclo da bananeira

GESBA3.1 Muito embora existam técnicas que devem ser cumpridas no cultivo da bananeira, a forma como elas são executadas variam, na maior partes das vezes, de produtor para produtor, proveito de um saber passado de geração em geração. A localização do bananal é outra condicionante à forma como o desenvolvimento da planta ocorre e aos cuidados a ter durante o ciclo de vida da bananeira. De uma forma muito genérica, tocamos nalguns pontos do seu desenvolvimento, dizendo assim um pouco mais sobre o cultivo desta planta.

O desenvolvimento de uma bananeira é, em média, de cerca de 12 a 14 meses, desde o crescimento da planta até ao corte do cacho de bananas. Nesse período a planta nasce, rebento da planta mãe, cresce e morre, completando, como todo o ser vivo, o ciclo mais certo e mais perfeito da natureza – a vida. É na fase intermédia, a mais longa de todas, que a bananeira produz o seu cacho. Salvo raríssimas exceções, cada bananeira dá um só cacho de bananas, que em média pesa cerca de 25 a 30 Kg. O cacho é formado na bráctea, cujo nome vulgar é "flor do cacho".

 

A bananeira é exigente no que respeita a água, necessitando que o seu cultivo seja efetuado numa zona que disponha de um bom sistema de irrigação, seja ele tradicional ou mais moderno e mecanizado. O sistema de rega mais ancestral é o alagamento, com água que percorre os canais de irrigação – as levadas – até chegar aos terrenos, alagando-os por completo. De modo a gerir o período de regas, que nunca deve ter um hiato superior a 15 dias, muitos agricultores retêm a água das levadas em depósitos – os poços – salvaguardando regas posteriores, e saciar a sede das plantas. Atualmente, muitas explorações, adotam já outros sistemas de irrigação mais modernos e que permitem uma maior poupança de água e um controlo mais eficiente da rega, como são os sistemas de rega gota a gota e os de microasperção.

Durante o seu ciclo de vida, a bananeira deve ser submetida a várias operações de limpeza. Cortam-se as folhas secas, limpam-se os cachos, extraindo-se, normalmente dois meses antes da colheita, as brácteas, beneficiando assim a qualidade dos frutos durante o seu desenvolvimento, e retirando-se os pistilos (restos florais secos, presentes na extremidade dos bagos).

Quando o agricultor corta o cacho, procede-se ao desbaste da planta mãe, cortando-se a totalidade das folhas, permitindo uma maior exposição solar/luminosidade à sua cria (filha, canhota). A canhota iniciará um novo ciclo produtivo, servindo-se, no seu desenvolvimento inicial, dos nutrientes que a planta mãe ainda tem para oferecer.


GESBA, Lda.

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