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cultivosapatinho2Algumas dicas para o sucesso no cultivo dos Sapatinhos:

• Disponha e divida as plantas sempre cerca de 1 a 2 meses após a floração, aproveitando a ocasião para a limpeza das raízes partidas e doentes;

• Faça esta operação com metade das plantas e mantenha os tufos com o mínimo de 10 a 12 rebentos por vaso, evitando assim uma grande quebra de produção no ano seguinte;

• Ajuste a dimensão dos vasos, que têm de estar obrigatoriamente furados, ao tamanho do sistema radicular. Existe no comércio um vaso adaptado à cultura de sapatinhos, que é mais baixo e mais largo de que para outras orquídeas;

• Caso o floricultor decida optar pela cultura em canteiros (apresentada como uma alternativa ao cultivo em vasos) tem de analisar não só as vantagens, mas principalmente os inconvenientes;

• Desinfecte os utensílios com sabão e lixívia diluída e deixe secar as feridas resultantes do corte das plantas;

• Use terra vegetal esterilizada e/ou solarizada sem ervas daninhas, juntando cascas de árvores, turfa, perlite, dolomita, etc. Aplique um antifúngico e antibacteriano em forma de rega após a plantação, evitando as podridões e a "mela" dos rebentos novos. O substrato para os sapatinhos tem que garantir um constante e elevado grau de humidade, mas ao mesmo tempo drenar bem o excesso de água, impedindo a sua estagnação no fundo do recipiente;
• Os sapatinhos vulgares são considerados orquídeas de clima frio.

Escolha sítios abrigados do vento, com meia-sombra (na ordem de 50% da redução de exposição solar total), com valores de humidade do ar entre 60-80% de humidade relativa e com temperaturas do ar entre os 10 e os 22ºC.

cultivosapatinho3Os hábitos de rega devem ter em conta:

• Quanto mais elevada for a temperatura do ar, maior a quantidade de água que as plantas necessitam e maiores os cuidados acompanhantes, a exemplo de frequentes borrifos de folhas, bancadas ou passeios;

• Quanto mais poroso for o substrato, maior a necessidade de rega, pois só assim se evita a desidratação das raízes. É de lembrar que, visto os sapatinhos não possuírem órgãos de reserva, como algumas outras orquídeas munidas de pseudo bolbos, estes são vulneráveis à falta periódica de água;

• As regas matinais devem ser privilegiadas, de modo que toda a água depositada entre as folhas centrais seque até ao anoitecer. Caso contrário, pode-se gerar condições potencialmente propícias ao aparecimento de bacterioses (Erwiniacypripedii);
• A água deve ser de preferência macia, sem excesso de calcário, sais e especialmente de cloro;

• Por todas as razões acima enumeradas, não existe um padrão de periocidade ou de frequência das regas, nem destas nem de outras plantas.

Adubações:

Como a maioria das orquidáceas, os sapatinhos preferem um adubo completo enriquecido com cálcio, magnésio, quelato de ferro e outros micronutrientes, numa razão de 0,5gr/1l de água, aplicado com intervalos quinzenais no verão e mensais no inverno.

Alguns orquidófilos defendem a aplicação de adubo solúvel, em doses homeopáticas, ministrado juntamente com água de rega.

Um factor de reduzida duração das flores depois de cortadas é a excessiva adubação azotada, conferindo ao tecido vegetal uma textura mais enfraquecida.

Doenças e pragas:

O aparecimento destes flagelos depende em grande parte de casos de hábitos de higiene nas áreas de cultivo e da condição vegetativa das plantas, como resposta ao rigoroso cumprimento das exigências das plantas quanto às condições edafo-climatéricas, pois estas decidirão a sua vulnerabilidade ou resistência perante os ataques, quer de pragas quer de doenças oportunistas.

cultivosapatinho1Todavia, em plantações bem cuidadas podem aparecer ocasionalmente ataques de pragas como ácaros, afídeos, cochonilhas, lesmas e caracóis ou de lagartas da classe lepidópteras, ratos ou baratas.

As doenças mais frequentes são as podridões radiculares, bacterioses e fungos foliares.

Colheita e embalamento das flores:

A colheita das flores dos sapatinhos deve ser efectuada à medida que estas amadurecem, por arrancamento e não por corte.

As flores são consideradas aptas para colheita consoante a cor, o tamanho (definidos como típicos para a espécie) e a textura das peças florais, principalmente do labelo que deve ser bastante duro e resistente ao toque. As flores demasiado novas ou demasiado envelhecidas durarão aquém do tempo esperado.

Seguindo estes simples conselhos é possível produzir Sapatinhos de qualidade para exportação e desfrutar da sua beleza em casa, valorizando assim os momentos festivos.

Para informações mais pormenorizadas e leituras, consulte as seguintes páginas na Internet:
http://en.wikipedia.org/wiki/Paphiopedilum
http://www.clubedoorquidofilo.com.br/2012/04/paphiopedilum.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paphiopedilum_insigne
http://www.aos.org/Default.aspx?id=216

 

Bożena Borecka
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Direção Regional de Agricultura

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