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apresentplantasendemicasA ilha da Madeira possui endemismos macaronésicos com grande potencial para uso como ornamentais.

No entanto, o seu uso é ainda muito reduzido, em grande parte devido ao desconhecimento que as pessoas têm dessas plantas mas também por acharem que essas plantas têm uma baixa capacidade e valor ornamental.

O aumento das áreas habitacionais, bem como a construção de estradas e vias rápidas, levou à transformação da paisagem: criaram-se zonas "verdes" para, em termos estéticos, dar alguma beleza e equilíbrio aos locais "alterados" pelo homem. Na maioria dos casos, esses espaços são preenchidos por plantas exóticas provenientes de várias partes do mundo.

Esta introdução tem sido facilitada pelo lançamento anual no mercado de grande variedade de plantas e pela facilidade de aquisição das mesmas, tanto em termos de variedade como em termos de quantidade. No entanto, nem todas essas plantas adaptam-se bem aos locais onde são plantadas, sendo frequente a sua substituição por outras, até que se "acerte" nas que se desenvolvem satisfatoriamente.

A vantagem da utilização de plantas endémicas prende-se com o facto das mesmas estarem adaptadas às condições climáticas do local, serem em geral pouco exigentes em água e em cuidados de manutenção e enquadrarem-se na paisagem típica da zona.

Além disso, a sua utilização em detrimento das exóticas também trará vantagens para o sector do turismo na região, visto o turista gostar de ver algo diferente daquilo a que está habituado a ver no seu país ou nos outros que visita.

O âmbito de utilização destas plantas é muito alargado, podendo ser usadas em jardins públicos e privados, taludes, bermas, rotundas e bermas de estradas, em revestimento de zonas incultas ou alteradas/degradadas pela ação humana, como planta ornamental de vaso de interior/exterior e na reposição das zonas naturais de ocorrência dessas plantas (conservação).

Assim, a elaboração de um guia de utilização destas plantas tem como objetivo colmatar a grande lacuna existente em termos de conhecimentos agronómicos destas plantas, de forma a estimular e promover a sua utilização por parte das empresas de jardinagem, viveiristas, arquitectos paisagistas, e particulares.

Maria João Dragovic
Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural

 

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