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Direção Regional de Agricultura promoveu ações de formação sobre a poda de anoneiras

poda de anoneiras1 A altura ideal para iniciar as podas de frutificação nas anoneiras é quando começam a perder as folhas das extremidades, aparecendo nessas ramagens as primeiras rebentações, pelo que, quando se verificou essa situação nas anoneiras instaladas no Centro de Experimentação Agrícola situado no Caminho das Voltas, a Direção Regional de Agricultura (DRA) aproveitou a oportunidade para transmitir alguns conhecimentos, sobretudo no que respeita à operação cultural poda.

Esta operação cultural, em conjunto com outras (adubação, rega, tratamentos fitossanitários, etc.), tem influência direta na regularidade e na qualidade da produção, pelo que é de extrema importância nos pomares comerciais.

As podas, quando bem efetuadas no anonal, são de extrema importância na obtenção de frutos de qualidade superior e permitem manter também os pomares com árvores de baixas copas, condição indispensável nos trabalhos de manutenção, contribuindo assim para aumentar a rentabilidade do empresário agrícola.

 

Note-se que as anonas são frutos relativamente grandes, se comparados com a maioria dos outros, e quando têm vingamento em ramagens flexíveis, principalmente em ramos de um ano e do ano, podem, com tempos ventosos, sofrer facilmente danos consideráveis, dado o seu elevado peso e às características particulares da casca, conduzindo a uma redução significativa das qualidades comerciais.

Assim, a DRA, através da Direção de Serviços de Desenvolvimento da Agricultura (DSDA), promoveu quatro ações de formação teórico-prática nos seus pomares de ensaio nas anoneiras, destinadas a todos os interessados, com o intuito de informar/formar os principais intervenientes no processo produtivo, contribuindo para que estes, num futuro próximo possam efetuar as podas nas suas árvores de fruto.

Nestas ações, que envolveram 60 formandos, foram abordados vários temas, entre os quais se destaca a época, os tipos, as técnicas e os fins a dar aos materiais resultantes da poda. Após uma breve explicação e demonstração prévia, os formandos puderam, eles próprios, praticar a poda nas anoneiras.

De referir que estas ações, associadas às Jornadas Técnicas e às formações e workshops ministrados pela Escola Agrícola da Madeira, contribuem para o cumprimento das metas e objetivos que constam no “Plano Estratégico para a Anona da Madeira”, aprovado pela Resolução do Conselho do Governo n.º 968/2015, de 5 de novembro.


Adelino Ornelas
Direção Regional de Agricultura

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