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2020 - Ano Internacional da Sanidade Vegetal

ano internacional sanidade vegetal 1 Em 20 de dezembro passado, e por iniciativa conjunta da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e do Secretariado do International Plant Protection Convention (IPPC), o ano de 2020 foi proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas como Ano Internacional da Fitossanidade (em Portugal, foi adotada a designação “Ano Internacional da Sanidade Vegetal”), com o objetivo de aumentar a consciencialização mundial sobre como proteger a sanidade das plantas, ajudando a erradicar a fome, reduzir a pobreza, proteger o meio ambiente e impulsionar o desenvolvimento económico.

Esta iniciativa, proposta em 2015 pela Finlândia, pretende «aumentar o reconhecimento, entre o público em geral e os decisores políticos, da importância de plantas saudáveis e da necessidade de as proteger, para se conseguir atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável» instituídos pela ONU.

Segundo os promotores da iniciativa:

- As plantas representam 80% dos alimentos que ingerimos e produzem 98% do oxigénio que respiramos. No entanto, elas enfrentam a constante e crescente ameaça de pragas e doenças;

 

- Todos os anos, até 40% das culturas alimentares em todo o mundo são perdidas devido a pragas e doenças de plantas, o que causa perdas anuais no comércio agrícola de mais de 200.000 milhões de euros e prejudica gravemente a agricultura, a principal fonte de rendimento para as comunidades rurais pobres.

Portanto, segundo a organização, as políticas e medidas para promover a saúde das plantas são essenciais para alcançar os referidos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

«As plantas são a base fundamental da vida na Terra e são o pilar mais importante da nutrição humana. Mas ter plantas saudáveis não é algo que podemos dar como certo», afirmou o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, durante a apresentação do AISV. As mudanças climáticas e as atividades humanas estão a alterar constantemente os ecossistemas, reduzindo a biodiversidade e criando condições nas quais as pragas podem prosperar. Ao mesmo tempo, as viagens e o comércio internacional triplicaram na última década e podem espalhar rapidamente pragas e doenças por todo o mundo, causando danos significativos às plantas nativas e ao meio ambiente.

«Como no caso da saúde humana ou animal, é melhor prevenir do que remediar no campo fitossanitário», concluiu o chefe da FAO.

Neste contexto, na inserção à Região Autónoma da Madeira e, naturalmente, às atividades que a Secretaria Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural desenvolve através da Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural neste âmbito, ir-se-á promover a publicação mensal no “DICAs” de artigos técnicos relevantes sobre o tema, em prol de um sector cada vez mais informado, dinâmico e competitivo.

Para conhecer todos os pormenores da iniciativa, consulte o portal oficial do Ano Internacional da Sanidade Vegetal.

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