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A arte da apicultura

a arte da apicultura DICA 1 O Mestre, Virgílio Gouveia, homem de poucas palavras, mas com vasto conhecimento e experiência na apicultura. O Aprendiz, que se fez ‘professor’ na apicultura, Nelson Nóbrega, homem extrovertido, empenhado nesta arte que iniciou há apenas cinco anos.

A reportagem do DICAs foi até ao Caniçal. Subiu até às zonas altas da freguesia num todo terreno 4x4 por entre árvores frondosas, a fazer fronteira com as levadas ocidentais da Ilha, até ao Sítio da Relva.

Antes de entrar no apiário, é preciso sair do carro, vestir os macacões e colocar as máscaras. Devidamente protegidos contra a picadas das abelhas, a equipa do DICAs rasgou caminho a pé por entre socalcos até chegar às colmeias do senhor Virgílio Gouveia. Aos 58 anos, já leva 44 anos ligado à apicultura. Uma ‘herança’ paterna. Sempre em part-time, este coordenador no Jardim Botânico, natural do Porto da Cruz, segue ao lado do colega e amigo, Nelson Nóbrega, de 41 anos, com o qual partilha a paixão pelas abelhas.

Para Nelson Nóbrega, a apicultura é uma paixão recente. Funcionário público, olha para o apiário como um hobby, que leva muito a sério. “Sempre me fascinou o mundo das abelhas”, diz, recordando que o interesse surgiu pelos 10, 12 anos, ao ver uma vizinha na lide das abelhas.

A curiosidade ficou e foi crescendo. Começou a ler sobre o tema na internet, a ver alguns vídeos. Há cinco anos, um curso organizado pela Associação de Jovens Agricultores da Madeira, de Iniciação à Apicultura, chamou-lhe à atenção. Inscreveu-se. “No final, fomos fazer uma visita à melaria do Sr. Virgílio e então eu pedi para acompanhá-lo na lide da apicultura”, conta. O gosto pela arte ficou e a amizade também.

Ali, no Sítio da Relva, no centro do apiário, estão bem. São dez colmeias e cada uma, informa Nelson Nóbrega, pode chegar a ter 100 mil abelhas. “Vamos lá contá-las”, brinca, Virgílio Gouveia.

O zumbido, os voos rasantes das abelhas junto à máscara e o intenso cheiro a mel não deixam margem para dúvidas. Estávamos mesmo no centro do apiário. Juntos, os apicultores deitaram mãos à obra e trataram logo de retirar alguns quadros das colmeias para verificaram o seu estado. Em pouco tempo, encontraram uma abelha rainha.

DICAs - Como é que surgiu o gosto pela apicultura na vossa vida?

Virgílio Gouveia (VG) - O meu pai já tinha abelhas e depois eu continuei. Comecei aos 14 anos com um primo a acompanhar o meu pai. Mais tarde, comecei a fazer só e a dedicar-me a este ofício em part-time. Sempre gostei.

Nelson Nóbrega (NN) – O mundo das abelhas sempre me fascinou. A paixão que se tem pela abelha. Tinha uma vizinha que tinha abelhas e sempre gostei, mas nunca acompanhei. Confesso que, quando tinha 10, 12 anos, até tinha medo de abelhas. Só que comecei a interessar-me, muito pela organização das colmeias. Pelas regras que existem. São o exemplo de uma sociedade perfeita. Cada abelha sabe exatamente qual a sua função e cumpre-a escrupulosamente. Se a sociedade funcionasse como uma colmeia estávamos bem. Não haveria grandes conflitos.

DICAs – Como assim?

NN – Toda a colmeia trabalha para os mesmos objetivos, que são assegurar a sobrevivência e o bem-estar da comunidade. Há situações em que podemos observar isso mesmo. Por exemplo, uma vespa quando ataca uma colmeia nós vemos as abelhas a atacá-la, mesmo sabendo que vão morrer. Elas estão ali a defender a comunidade. E há um equilíbrio. Cada uma sabe qual é a sua função, o que é engraçado. É um mundo… Não podemos dizer que percebemos de abelhas, porque ninguém percebe de abelhas. Apenas podemos acompanhar as abelhas, porque elas sabem muito mais do que nós.

DICAs – E para quem começar neste mundo da apicultura? O que é preciso?

VG – Tem de ter um espaço, tem de ter o fato e tem de ter as abelhas também (risos). E, claro, gosto pela apicultura. Esta malta nova faz pesquisas na internet e facilmente chegam lá, mas nada como andar no terreno. Cuidar de abelhas não é a mesma coisa que cuidar de ovelhas. É preciso cuidado.

NN – Acima de tudo, para começar é importante ter uma formação inicial de apicultura. Depois, encontrar um apicultor e se oferecer para o acompanhar. Não para ver, mas para trabalhar. Para sentir o que é que é andar com uma colmeia às costas vereda acima, sentir o duro desta atividade, perceber as fases, o tratamento da cera. Ou seja, acompanhar o apicultor com mais experiência e, depois, ser curioso e pesquisar bibliografia, que hoje está disponível na internet, as redes sociais permitem-nos as trocas de opiniões em vários fóruns que existem.... Mas, por muita informação que tenhamos, por muita formação que façamos, nada como a experiência de campo, nada como aprender com aquele apicultor com muitos anos de experiência que sabe que colmeia posso usar, que tipo de material, como intervir nas diferentes alturas do ano. Essa experiência é essencial. E só depois decidir se vou às 10, às 20, 30 ou 40 colmeias.

DICAs – Começar devagar?

NN – Sim. Quando começamos na apicultura, queremos ser grandes logo no início, queremos ter imensas colmeias. É um erro. O Virgílio sempre me alertou: “Começa devagar. É melhor ter poucas e boas bem cuidadas, do que muitas mal cuidadas.” E segui o conselho. No primeiro ano, comecei com quatro colmeias, consegui mantê-las no inverno de um ano para outro sem morrerem, passei para 12 e, a partir daí, começou a crescer até chegar às 40 colmeias e, nesta fase, tenho 35 colmeias. É melhor começar aos poucos. As contrariedades são muitas, mas, acima de tudo, é preciso encontrar um apicultor experiente e acompanhá-lo nas idas ao campo e perceber o que é a apicultura. Ter três ou quatro colmeias. Uma ou duas não aconselho. Se uma delas morre por asneira nossa nunca saberemos o que aconteceu, pelo menos quatro. O primeiro ano é de aprendizagem e a partir ir crescendo gradualmente.

DICAs - É possível viver da apicultura aqui na Região?

NN - Claro que é possível. A apicultura aqui na Madeira é encarada como uma segunda fonte de rendimento. A nível profissional temos poucos apicultores, mas temos todas as condições enquanto ilha, dado o nosso isolamento, para termos uma apicultura de elevada qualidade, isenta de doenças. É claro que a apicultura na Madeira, tal como toda a atividade agrícola, não é fácil, dada a orografia da ilha. São bem poucos os apiários em que o acesso pode ser feito por carro. O acesso à maioria dos apiários é por vereda, o que quer dizer que tudo passa pelas costas do apicultor. E aí não permite que o apicultor tenha um apiário com muitas colmeias. Enquanto aqui temos em média apiários com 20 a 25 colmeias no máximo, no Continente, por exemplo, o normal são 100 a 150 colmeias. Aí entra o fator escala, que permite uma produção mais barata. Na Madeira, não temos esse fator escala, mas conseguimos nos defender com a qualidade do mel produzido na Região. Não podemos esquecer que, atualmente, o produto alimentar mais falsificado do mundo é o mel. Se as pessoas conhecerem um apicultor e conseguirem comprar diretamente o mel é uma garantia que aquele alimento é de qualidade.

DICAs – E em relação à qualidade do mel oriundo da Madeira? O que é que o diferencia dos restantes?

NN – Como referi, uma das grandes vantagens para o nosso mel, está exatamente no isolamento enquanto ilha, o que pode permitir uma apicultura quase isenta de doenças. Existindo um controlo sanitário à entrada de abelhas, oriundas de regiões fora da Madeira, e de todo o material, é possível controlar a entrada de doenças. Temos que seguir o exemplo das duas zonas únicas no mundo que estão isentas do ácaro da varroa. Nesses dois locais, conseguiu-se fazer um controlo sanitário que erradicou a doença. A inexistência deste ácaro permite fazer uma produção de mel sem tratamentos químicos dentro da colmeia e isso é uma vantagem. A segunda vantagem é que, na Região, o nosso único problema é a varroa, enquanto no Continente o problema é a vespa asiática, que dizima completamente uma colmeia. E isso ainda não chega à Madeira. Se isso acontecesse, teríamos um problema bastante sério. Mas, para a vespa chegar cá é complicado, estamos a um oceano de distância. Aquilo que é necessário é manter o controlo sanitário.

DICAs – Para além do mel, existem outros produtos da colmeia que podem ser rentabilizados.

NN - A colmeia não dá apenas o mel. Podemos extrair outros produtos da colmeia. Podemos extrair o pólen, que vem nas patas das abelhas, e a forma de extração é através da colocação no exterior da colmeia do cata-pólenes. O apicultor recolhe esse pólen, faz a desidratação e depois é comercializado.

Depois, tem a produção da geleia real, que é também um produto muito procurado, quer pela indústria farmacêutica, quer pelas pessoas. A geleia real é a alimentação dada à rainha. Depois, há também a produção do própolis, uma resina com que a abelha reveste todo o interior da colmeia. A produção do própolis acontece no fim da produção do mel, ou seja, a abelha usa o própolis para tapar todos os buraquinhos da colmeia e para desinfetar todas as fontes de contaminação. A fase de produção do própolis é em setembro e outubro, época em que as abelhas começam a tapar todas as entradas de ar dentro da colmeia, para se prepararem para o inverno. O apicultor coloca no topo da colmeia uma rede e essa rede é tapada com própolis. Depois, retira a rede, coloca durante um tempo no congelador, para haver um choque térmico e matar alguma matéria orgânica existente, retira essa resina, é feita uma diluição em álcool e aí temos o extrato de própolis. Esta é também a segunda fonte de rendimento para o apicultor.

 

a arte da apicultura DICA 2

Temos a produção da cera de abelha, que pode ser consumida pela indústria farmacêutica e serve para a produção das velas com cera de abelha.

Também existe a produção do veneno de abelha, denominado apitoxina, que também é utilizado pela indústria farmacêutica e que implica alguma técnica para a sua produção.

Há também outras produções que suportam a atividade dos apicultores que é a produção de rainhas e de enxames com objetivos comerciais dando um rendimento extra. Quanto mais se diversifica as fontes de rendimento, mais rentável será esta atividade. Claro que a apicultura está sujeita a regras que devem ser cumpridas.

DICAs – E o que dizer acerca da interação entre a abelha e o ser humano?

NN – A abelha é um ser bastante sensível à influência do ser humano. Muitas vezes, as abelhas morrem não por falha genética da abelha, mas por falha do apicultor. Por isso, quanto menor a intervenção humana melhor. Elas devem ser monitorizadas a acompanhadas quinzenalmente ou semanalmente, de acordo com a época do ano.

As abelhas têm ciclos: se o enxame está a se desenvolver, temos de colocar mais alças em cima de modo a que elas não enxameiem, isto é, não fujam. Há que haver sempre um acompanhamento em relação aos tratamentos a fazer para combater a varroa. Se a praga se espalha começa a haver poucas abelhas para fazer colheita do mel e a colmeia começa a enfraquecer. A partir desse enfraquecimento começam a se despoletar todas as doenças.

DICAs – A prevenção, então, é essencial para manter a saúde da colmeia.

NN – Na verdade, há duas situações que são da inteira responsabilidade do apicultor: a varroa e a escassez de alimento. Se uma colmeia morre, é mais por intervenção do homem do que por incapacidade genética da abelha.

Primeiro, a existência deste ácaro dentro da colmeia faz com que a colmeia morra. Mas, aí, tem de existir uma intervenção preventiva do apicultor, fazer os tratamentos atempadamente para que não apareça o ácaro. Se existir algum surto, o tratamento deve ser aplicado. Ou seja, a varroa é praticamente 100% responsabilidade do apicultor, uma colmeia que morra por varroa é desleixo do apicultor.

Depois, temos a questão da retirada do mel. Uma colmeia produz o mel para passar o inverno, uma época de escassez de alimento. Em setembro, é feita a colheita do mel, em outubro a abelha prepara-se para hibernar. No tempo da chuva, a abelha fica dentro da colmeia e alimenta-se do mel que colheu. Se o apicultor lhe retirou muito mel, vai lhe faltar alimento durante o inverno e, aí, o apicultor tem de fornecer alimentação artificial à colmeia. Quando recorre à alimentação artificial, deve optar por comprar a uma empresa certificada e não por produção artesanal, de modo a que exista alguma garantia de não estarmos a contaminar a colmeia com produtos que possam destruí-la. No entanto, o melhor alimento que um apicultor pode dar às suas abelhas é o mel produzido pela própria colmeia.

DICAs – E o papel da rainha na colmeia?

NN – A rainha é mãe da colmeia e é ela que faz a postura, põe os ovos e controla por si só a atividade da colmeia. Uma abelha rainha, na sua fase plena, chega a ter uma postura de 2.000 ovos por dia. Ela controla e sente o fluxo de alimento que entra. Se olharmos para a natureza – e por isso é que dizia que, quanto menor intervenção o apicultor fizer, melhor –, na primavera em que se dá a floração nas árvores e nas flores e o tempo começa a aquecer, a abelha começa a sair e a fazer a coleta do pólen. A rainha nota que está a entrar mais alimento, sinal que a primavera está a chegar, e começa a acelerar a postura, a aumentar o número de abelhas. E quanto mais abelhas, mais alimento vai entrar na colmeia.

DICAs – A abelha passa por várias fases. Pode nos falar acerca delas?

NN – Quando nasce, a primeira função da abelha operária é alimentar a criação, a abelha nova tem a capacidade da produção da geleia real. Depois, na fase seguinte, tem a responsabilidade da limpeza, na terceira fase tem como função a defesa da colmeia e a quarta fase é a coleta, ou seja, a abelha, chamada a campeira, vai ao campo colher e trabalha até morrer. Em pico de verão de máxima produção, uma abelha campeira acaba por morrer ao fim de seis dias, tem uma vida muito curta. Com este ciclo de vida curta, a produção de abelhas tem de ser sempre rápida. A rainha tem de ter uma postura para compensar essa fase. Aqui, entra a alimentação da colmeia que deve ser muito bem pensada pelo apicultor. Porque com esta entrada de maior fluxo de alimentação, a rainha vai aumentar a postura, aumentar o número de abelhas e, em processo normal temos na primavera e no verão uma fase de grande produção de mel. Quando o apicultor faz a alimentação artificial, está a simular que existe uma abundância de alimento no exterior e a rainha poderá aumentar a postura em condições que não são as ideiais e aí o apicultor está a provocar distúrbios dentro da colmeia.

DICAs – O que é que pode acontecer?

NN – O apicultor está a antecipar a primavera. A abelha rainha sente a entrada de néctar dentro da colmeia e inicia a postura. Quando chega à verdadeira primavera, o enxame está forte, a colmeia está forte, são muito mais abelhas a sair e a trazer alimento e o que o apicultor faz é antecipar o enxame para que, quando a primavera chegar, o enxame estar forte, o que significa maior produção de mel.

É a fase mais complicada. E o Virgílio alertou-me logo que um dos meses mais complicados na apicultura é o mês de junho, porque a abelha está forte deste março até fins de maio, só que, às vezes, junho é um mês de chuva e com aquela quebra de alimentação e com a colmeia cheia, é preciso recorrer à alimentação artificial. Há que haver um grande equilíbrio. Temos de acompanhar sempre as previsões do tempo e saber se vai chover ou não, se podemos estimulá-las. Mas a verdade é que o tempo está todo alterado.

DICAs – Qual o impacto dessas alterações nas colmeias e na apicultura?

NN – Há uns anos, tínhamos duas fases bem distintas na apicultura. Uma delas seria o início de março até outubro, em que as abelhas desenvolvem, e, de março até setembro, a colheita do mel. De outubro a fevereiro tínhamos uma hibernação da colmeia. Atualmente, aqui na Madeira, já temos colmeias a produzir em novembro e em dezembro nas zonas altas, como é o caso do meu apiário e que está localizado na Camacha. Nas zonas altas da Camacha, o que tenho notado é que muito dificilmente conseguíamos ter a produção de mel de eucalipto, porque no inverno a abelha não sai.

O facto é que, no ano passado, tive produção e este ano vejo novamente as abelhas a produzir numa fase em que supostamente deviam estar a hibernar. E aí nota-se que estas alterações no tempo têm influência na abelha. A abelha trabalha em função do clima e tudo isto obriga o apicultor a um acompanhamento, não digo diário, mas semanal no apiário para tentar perceber o que pode fazer com este tempo tão instável. Há dois anos, tivemos uma primavera completamente chuvosa. Foi um ano em que o apicultor praticamente trabalhou para manter vivas as suas abelhas e a produção de mel foi quase inexistente. A apicultura depende do tempo, como acontece com qualquer atividade agrícola.

DICAs – Hoje em dia, fala-se no colapso das abelhas. Pode nos dizer alguma coisa sobre essa situação?

NN – As abelhas estão a morrer, mas o grande culpado é o ser humano, é aquele apicultor que, muitas das vezes, não olha para as abelhas com o devido respeito. É este desequilíbrio que existe. Quanto mais intervenção na colmeia pior. Deve haver sim um acompanhamento. Às vezes, nem é preciso abrir a colmeia. Com a experiência, basta observar o movimento das abelhas. Por exemplo, se virmos a abelhas na tábua de voo a fazer um círculo, significa que são abelhas novas a aprender a voar e a pousar, o que significa que está tudo bem. Toda a vez que eu abro uma colmeia, ela leva três a quatro dias para repor as condições de temperatura e humidade dentro da colmeia. Em dias com temperaturas inferiores a 18ºC é completamente desaconselhado abrir uma colmeia, porque o choque é muito grande.

DICAs – O Nelson, apesar de lidar com as abelhas há cinco anos, percebe muito desta ‘arte’. Como é ter um aluno tão aplicado como o Nelson?

VG – O Nelson já é professor (risos). Quando veio falar comigo, já tinha muito conhecimento teórico, já dominava a teoria, depois veio a prática e o gosto em ter as suas próprias colmeias e em ter cada vez mais. E conseguiu. Neste momento, já tem mais colmeias do que eu.

DICAs - Esta parceria, esta troca de conhecimentos funcionou?

VG – Sim, funcionou. Temos inclusive um grupo de apicultores que se reúne com frequência e, quando alguém precisa de ajuda, porque não está a perceber o que se passa com as suas abelhas, estamos lá sempre disponíveis. Ajudamo-nos e aprendemos uns com os outros.

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