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Cebola, um poderoso vegetal

cebola1A cebola é a rainha da festa que acontecerá este fim-de-semana no Caniço.

De nome científico Allium Cepa, ocupa a sexta posição enquanto vegetal mais cultivado do mundo, existindo mais de 600 espécies, que variam no seu paladar, forma e cor.

A cebola possui uma utilização culinária milenar, acompanhando uma grande panóplia de receitas que abrangem quase todas as culturas. Pensa-se que o seu cultivo tenha tido origem no sudoeste asiático. No Egito, era considerada sagrada, acreditando-se que, devido à sua forma esférica e aos anéis concêntricos, esta simbolizava a eternidade. Na Índia também era conhecida pelas suas qualidades medicinais, digestivas e antissépticas e até hoje conserva-se o hábito: uma cebola por dia é a receita certa de boa disposição e saúde.

É verdade que este vegetal nos faz arder os olhos, chorar e até ter mau hálito, mas os seus benefícios são um grande motivo para sorrir.

Claro que, existindo inúmeras espécies de cebola, podemos questionar qual será a melhor, mas na verdade o seu poder nutritivo parece ser muito semelhante. Por isso, e independentemente da variedade, a cebola é constituída por aproximadamente 94% de água, possui um baixo valor energético, aproximadamente 17 kcal por 100g, e concentra um teor significativo de vitamina B1 e C, fósforo e manganês.

 

A vitamina B1 está associada à promoção da saúde ocular, cutânea e hepática, enquanto a vitamina C apresenta propriedades antioxidantes, além de contribuir para reforçar o sistema imunitário, sendo este efeito melhorado pela presença de fitoquímicos. O fósforo contribui para a manutenção de ossos e dentes normais e o manganês para a metabolização de hidratos de carbonos e de gorduras, além de potenciar um bom funcionamento ao nível das células nervosas. É também constituída por flavonóides, nomeadamente quercetina, que atua como antioxidante, protegendo as células dos danos causados por radicais livres. A sua concentração tende a ser maior nas camadas externas da cebola, não devendo por isso retirar-se demasiadas camadas. Os flavonóides contribuem ainda para a diminuição de doenças cardiovasculares, além de apresentarem propriedades anti-inflamatórias e anticancerígenas. A ingestão de uma cebola por semana pode ajudar a reduzir em 14% a probabilidade de vir a ter cancro da cavidade oral e faringe, da laringe, do esófago, do estômago, do intestino, da mama, dos rins e da próstata. O crómio, presente em quantidades consideráveis neste alimento, auxilia as células na resposta à ação da insulina, ajudando a regular os níveis de açúcar no sangue.

A cebola tem ainda um poder regulador sobre as gorduras, pela diminuição do colesterol total do sangue e por ajudar a aumentar o colesterol HDL (colesterol bom). Também contribui para retardar a coagulação do sangue, pela presença de alicina. Um dos compostos presentes na cebola consegue inibir a ação dos osteoclastos, as células responsáveis pela deterioração dos ossos, sendo por isso muito importante no combate à osteoporose. Um estudo realizado em 2009 concluiu que as mulheres que consumiam cebolas todos os dias tinham uma maior densidade óssea do que aquelas que não o faziam.

E você, já comeu cebola hoje?

 

Cláudia Melim
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Nutricionista

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