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Meteorologia agrícola
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apuramentos meteorologicos 25a31dezembro (LEGENDA)

CLIMATOLOGIA

De acordo com os apuramentos meteorológicos de 25 a 31 de dezembro (ver quadro), as condições do estado do tempo mantiveram-se de um modo geral, nomeadamente um clima ameno em todas as suas vertentes, embora com alguma nebulosidade e precipitação, em especial na costa a norte.

Dever-se-á continuar atento à frequência das regas, uma vez que os níveis de precipitação continuam baixos. A intensidade média do vento fez-se sentir de uma forma moderada, não interferindo ainda com a realização das mais variadas operações culturais.

A previsão do estado do tempo para os próximos dias (até 08 de janeiro) não revela alterações de maior, apenas um pouco mais de nebulosidade que a semana anterior, mantendo-se os níveis de precipitação relativamente baixos.

Cultura do morangueiro - parte 3

morangos

Principais doenças

Oídio

morangueiro1 oidio  
morangueiro2 oidio  

Esta doença no morangueiro é provocada pelo fungo Sphaerotheca macularis f. sp. fragariae Peries.

Os sintomas manifestam-se nas folhas pela presença de manchas pulverulentas de cor branca ou acinzentada, enrolamento dos bordos para cima, deformações e necroses. Em algumas folhas, podem ocorrer manchas de cor vermelho intenso em ambos os lados da folha. Os frutos também podem ser atacados em qualquer estado de desenvolvimento.

Trata-se de um ectoparasita, cujos esporos se disseminam facilmente através do contacto entre plantas doentes e sãs e pelo vento, tendo como condições favoráveis à sua germinação e disseminação as noites frescas e húmidas e dias quentes e secos, respetivamente.

Luta cultural

Ao aparecimento dos primeiros focos de infeção, deve eliminar as folhas e os frutos atingidos. Em simultâneo, proceda a uma gestão equilibrada do azoto.

Podridão cinzenta

morangueiro3 podridao cinzenta  

A doença provocada pelo fungo Botrytis cinerea Pers. ex Fr. é frequente na cultura do morangueiro, produzindo podridões em frutos verdes e maduros. Todavia, pode também afetar pecíolos, folhas, botões florais, pétalas e pedúnculos sob condições favoráveis (temperatura moderada 18 a 25 ºC e humidade relativa superior a 80%). Sobre os frutos atingidos desenvolve-se uma massa de micélio de cor cinzenta e consistência mole, mas não aquosa, podendo os mesmos ficar mumificados. O fungo sobrevive no solo, em restos de plantas infetadas. A disseminação dos esporos ocorre geralmente pelo vento e pela contaminação entre frutos doentes e sãos. A infeção diminui a durabilidade do fruto pós-colheita. Os danos mecânicos causados nos frutos pelos pássaros ou insetos criam pontos de entrada para fungos.

Luta cultural

É essencial eliminar os frutos infetados, as folhas doentes e senescentes, assim como as flores que serviam de substrato para a multiplicação do fungo. Evitar o excesso de azoto e promover o arejamento.

 

previsoes meteorologicas 01a08janeiro (NOTA)

Antracnose

morangueiro4 antracnose  

O fungo Colletotrichum spp. é o responsável por esta doença, também conhecida por mancha negra do morangueiro, que causa lesões necróticas nos órgãos aéreos (folhas, pecíolos, flores, gomos, pedúnculos, frutos e guias) e nos órgãos subterrâneos (rizoma), afetando a rentabilidade das colheitas ao provocar perda de plantas e de frutos. No rizoma, a necrose pode ser observada através de um corte longitudinal, uma vez que os tecidos atingidos apresentam coloração castanho-avermelhada e consistência firme. A propagação da doença também pode ocorrer através de plantas que possuem infeções latentes.

Luta cultural

Eliminar e destruir as plantas doentes, bem como os sacos de substrato que continham as plantas (organismo de quarentena).

Coração vermelho das raízes

morangueiro5 coracao vermelho raizes

O organismo Phytophthora fragariae sp. fragariae Hickman provoca no morangueiro necroses nas raízes de coloração castanho-chocolate. Após um corte longitudinal acima da necrose pode observar-se internamente o cilindro central da raiz avermelhado e branco no exterior. Esta coloração avermelhada pode estender-se até ao rizoma.

Luta cultural

Trata-se de um organismo de quarentena e, por isso, procede-se às indicações recomendadas pela DGAV, que consistem na destruição das plantas e respetivos sacos de substrato (se for o caso).

Necrose da coroa

morangueiro6 necrose coroa  

O patógeno Phytophthora cactorum (Leb. & Conhn) Schroet infeta morangueiros no viveiro e no campo. As plantas atingidas podem apresentar murchidão total ou parcial.

Os primeiros sintomas são observáveis em folhas jovens, que adquirem uma coloração verde-azulada, podendo as folhas mais velhas permanecer normais. Mais tarde, a murchidão estende-se à totalidade da planta, que acaba por morrer em poucos dias. Procedendo-se a um corte longitudinal na coroa observa-se uma zona necrosada de coloração castanho-chocolate. Os frutos também podem ser afetados em qualquer estado de desenvolvimento. O fungo conserva-se no solo ou em restos vegetais. O parasita pode transmitir-se a partir do solo, do substrato de repicagem, das plantas frescas em mote ou entre plantas.

Luta cultural

Eliminar as plantas doentes, regularmente.

Manchas castanhas

morangueiro7 manchas castanhas  

Os sintomas produzidos no morangueiro pelo fungo Zythia fragariae Laibach caracterizam-se pelo desenvolvimento de manchas castanhas cor de “café com leite”.

Nas páginas superior e inferior da folha formam-se manchas a partir da bordadura do limbo, progredindo até atingir 3 cm de diâmetro, de contorno coroado, temporariamente limitado por uma nervura. As sépalas, o cálice e o fruto também podem ser atingidos. A temperatura ótima para o fungo se expandir situa-se entre os 20 e 25 ºC com humidade relativa elevada.

Luta cultural

Eliminar as plantas doentes, regularmente.

Para mais informação relativamente à prevenção e/ou tratamento, deverá contactar o seguinte serviço da Direção Regional de Agricultura:

Direção de Serviços de Desenvolvimento da Agricultura /DSDA
Divisão de Assistência Técnica à Agricultura /DATA

Correio eletrónico: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Telef.: 291 211 260

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