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Meteorologia agrícola
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apuramentos meteorologicos (LEGENDA)

CLIMATOLOGIA

Segundo os apuramentos meteorológicos de 27 de novembro a 3 de dezembro (ver quadro), verificou-se dum modo geral uma ligeira melhoria das condições do estado do tempo. Ainda alguma nebulosidade acompanhada de fraca precipitação em algumas freguesias da região. Temperaturas médias a baixar gradualmente.

Atenção à frequência das regas, uma vez que temos baixos níveis de precipitação. Ver no quadro, os indicadores da Precipitação (P) e Evapotranspiração potencial (ETP). A intensidade média do vento fez-se sentir duma forma moderada, não interferindo ainda, com a realização das mais variadas operações culturais.

A previsão do estado do tempo para os próximos dias (até 13 de dezembro), apresenta claras melhorias, alguma nebulosidade, mas sem precipitação, aguaceiros muito raros na costa norte da região.

Controlo das populações de ratos por alagamento dos pomares no período de repouso hibernal

rato O rato mais frequente nos pomares é o rato-cego ou rato toupeira (Microtus sp.), com cauda curta, cabeça pouco distinta do corpo, olhos pequenos, orelhas curtas e ocultas ou semiocultas na pelagem.

Recomendamos a aplicação durante o inverno das medidas culturais abaixo indicadas, de luta contra os ratos, nos pomares em que se tenha detetado a sua presença e prejuízos. Em solos com boa drenagem, localizados junto de cursos de água ou com abundância de água de rega, pode fazer-se o alagamento dos pomares infestados por ratos, durante o inverno, como meio de os combater.

O alagamento deve ser feito em períodos curtos (1 a 2 horas), de forma a não matar as árvores por asfixia das raízes. Para ser eficaz, o alagamento deve ser repetido duas ou três vezes durante o inverno. A água invade e destrói as galerias e ninhos dos ratos e as reservas alimentares aí acumuladas, forçando-os a abandonar os pomares. O alagamento pode fazer-se em macieiras, pereiras e laranjeiras e pessegueiros. Nos pessegueiros deve-se alagar com água sempre corrente e de forma rápida, procurando conduzi-la para as entradas das galerias dos ratos, pois os pessegueiros podem asfixiar, quando alagados, em pouco tempo.

 

previsoes meteorologicas (NOTA)

Luta cultural

Manipulação do ecossistema, como seja, a mobilização das áreas infestadas e zonas circundantes, com a consequente destruição do coberto vegetal, nos períodos de maior ataque. A prática da mobilização poderá ser abandonada após atingir-se um bom controlo da praga, podendo depois limitar-se à aplicação localizada do isco nos locais onde ainda persistam os focos de infestação. Esta atitude terá por finalidade repor o coberto vegetal, fomentando assim a fauna auxiliar e a proteção contra a erosão do solo;

A manutenção do pomar com um enrelvamento cortado com frequência apenas na entrelinha e com a linha limpa de ervas, contribui para a proteção contra os ataques de ratos, dificultando a sua instalação no terreno.

Luta biológica

Preservação das espécies predadoras, nomeadamente pela aplicação localizada do isco rodenticida, visando a proteção da fauna útil.

Proteção e criação de condições para o aumento das populações de animais auxiliares, que contribuem para a limitação dos ratos e dos prejuízos que causam. Entre os animais auxiliares do agricultor no controlo dos ratos-cegos e outros nas culturas, temos as corujas, milhafres e outras aves de rapina.

Luta biotécnica

Em pequenas parcelas, recorrer à captura destes roedores através da utilização de armadilhas.

Luta química

Utilizar os rodenticidas homologados para o efeito. A sua aplicação deverá basear-se nos seguintes procedimentos:

- Combater as infestantes nas parcelas e bordaduras;

- Descaldeirar a árvore na zona do colo;

- Destruir o(s) montículo(s) de terra e aplicação localizada do isco rodenticida no interior da galeria, seguida da sua obstrução para evitar a entrada de luz (a luminosidade pode provocar reações de repulsa do rodenticida - objeto estranho por parte dos indivíduos); o Controlar também as zonas envolventes;

- Quando surgirem novos montículos, dever-se-á descobrir a galeria, colocando de novo pastilhas rodenticidas, por montículo (duas no máximo por árvore).

- As substâncias ativas homologadas para esta finalidade são: bromadialona e difenacume.

As tentativas de eliminação de populações de rato-cego com recurso a venenos, têm mostrado invariavelmente reduzida ou nula eficácia.

Para mais informação relativamente à prevenção e/ou tratamento deverá contactar o seguinte serviço da Direção Regional de Agricultura:

Direção de Serviços de Desenvolvimento da Agricultura /DSDA
Divisão de Assistência Técnica à Agricultura /DATA

Correio eletrónico: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Telef.: 291 211 260

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