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Meteorologia agrícola
A informação técnica semanal ao seu dispor!

apuramentos meteorologicos 30 outubro a 5 novembro2018 (LEGENDA)

CLIMATOLOGIA

Os apuramentos meteorológicos de 30 de outubro a 5 de novembro (ver quadro) demonstram que a precipitação em muitas freguesias ocorreu com alguma intensidade, acompanhada da descida de temperatura.

Nestes dias, a frequência das regas deve diminuir consideravelmente ou mesmo ser suspensa, como consequência da precipitação verificada. A intensidade média do vento fez-se sentir de forma moderada, não interferindo ainda com a realização de operações culturais.

A previsão do estado do tempo para os próximos dias (até 15 de novembro) aponta para dias de muita nebulosidade e precipitação (especialmente na Costa Norte), alternado com dias de reduzida nebulosidade (mais acentuados na Costa Sul).

Deve manter a monitorização das suas culturas e, na eventualidade de um agravamento das condições meteorológicas, todas as operações culturais terão que ser reagendadas.

Míldio

Ao conjunto de doenças das plantas causada por organismos parasitas da família Peronosporaceae (Oomycota) dá-se a designação de míldio.

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Míldio nas folhas de videira (fotos: https://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/
Uva/UvasViniferasRegioesClimaTemperado/doenca.htm

Os míldios formam manchas descoloradas translúcidas, que depois necrosam e ficam secas e quebradiças. Por vezes, estas manchas estão recobertas na página inferior por camadas pulverulentas.

Normalmente, os órgãos afetados são as folhas, mas também podem surgir nos caules e frutos.

Frequentes nesta época de chuvas, causam grandes prejuízos em culturas agrícolas, destacando-se a vinha, as cucurbitáceas (pepino, abóbora, …), a batateira e o tomateiro.

 

previsoes meteorologicos 6 a 15 novembro2018 (NOTA)

Para o controlo preventivo, deve adotar-se medidas que melhorem o arejamento e insolação da copa, com o objetivo de diminuir o tempo em que as folhas ficam molhadas. Estas medidas incluem o espaçamento adequado, a boa disposição espacial dos ramos sobre os suportes (caso da videira), a adubação equilibrada e a poda verde.

O controlo químico deve ser realizado com os fungicidas registados para a cultura, que podem ter ação de contato (superfície), de profundidade ou sistémica.

Os produtos de contato só protegem a superfície coberta pela aplicação e não tem ação sobre o fungo no interior dos tecidos, por isso, uma boa e uniforme cobertura durante a pulverização é necessária para a sua eficácia. Estes produtos têm pouca persistência na planta, são facilmente destruídos pelas altas temperaturas, radiação solar e lavados pela chuva.

Os fungicidas com ação de profundidade (translaminar) podem atuar sobre o fungo no interior das folhas até dois dias após a infeção, porém, não circulam na planta e também só protegem as partes pulverizadas. Podem ser usados quando se constata os sintomas iniciais do míldio, porém, são mais eficazes quando aplicados preventivamente.

Os produtos sistémicos circulam pela seiva da planta, podendo matar o fungo até três dias após a infeção. Devido à sua ação sistémica, podem proteger as partes não pulverizadas da planta. Embora mais eficazes, não se recomenda mais de duas ou três aplicações por ciclo, pois há riscos do aparecimento de raças resistentes do fungo a estes fungicidas. Recomenda-se que estes produtos sejam aplicados nos estádios de maior sensibilidade da cultura, nomeadamente a floração até o início da maturação.

Para evitar o aparecimento de resistência, recomenda-se também um programa de tratamentos com alternância de produtos.

Para mais informação relativamente à prevenção e/ou tratamento deverá contactar o seguinte serviço da Direção Regional de Agricultura:

Direção de Serviços de Desenvolvimento da Agricultura /DSDA
Divisão de Assistência Técnica à Agricultura /DATA

Correio eletrónico: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Telef.: 291 211 260

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