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Meteorologia agrícola
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apuramentos meteorologicos (LEGENDA)

CLIMATOLOGIA

Da leitura dos apuramentos meteorológicos de 21 a 27 de agosto (ver quadro), constata-se a tendência para os dias de maior calor e com céu limpo. A intensidade média do vento fez-se sentir de forma moderada, não interferindo com a realização de operações culturais, nomeadamente a aplicação de produtos fitofarmacêuticos (PF), tendo a especial atenção de não ser feita nas horas mais quentes do dia, uma vez que as altas temperaturas condicionam a aplicação de PF’s.

As regas são de grande importância neste período e devem efetuar-se pela manhã ou à tarde e de acordo com as necessidades hídricas das culturas.
A previsão do estado do tempo para os próximos dias (até 06 de setembro) aponta para o regresso de alguma nebulosidade, alternando com dias de céu limpo.

É importante manter a monitorização das culturas, em particular aos primeiros sinais/sintomas das pragas/doenças, de forma a poder atuar atempadamente.

Escaldão nos frutos (queimadura solar)

Designa-se por escaldão a lesão na epiderme causada pela exposição dos frutos a elevadas temperaturas e intensa radiação solar. Quando exposto ao sol, o fruto pode atingir temperaturas muito superiores à temperatura ambiente, na ordem de 18 a 27 ºC acima da temperatura ambiente.

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Sinais evidentes de escaldão solar em maçãs

A transpiração e a evaporação da água ao nível dos frutos ajudam a baixar a temperatura, pelo que estando estes em stress hídrico, ou após a colheita, o escaldão pode agravar-se. O problema aumenta também quando, a um período de céu encoberto e tempo fresco, se seguem vários dias com temperaturas elevadas e céu limpo.

A alteração da posição dos ramos provocada pelo peso dos frutos, principalmente quando as produções são elevadas, contribui para uma maior exposição a este acidente fisiológico. O mesmo acontece quando os frutos colhidos ficam muito tempo expostos ao sol intenso no pomar.

Convém, no entanto, não confundir este tipo de escaldão, que se desenvolve no pomar, com os que estão mais estritamente ligados à conservação em frio (escaldão precoce, senescente e mole), embora o primeiro também tenha tendência a agravar-se nas câmaras.

Os sintomas, numa fase inicial, manifestam-se pelo aparecimento de manchas claras, brancas ou amareladas, no lado mais exposto que, normalmente, evoluem para castanhas após algumas semanas em conservação no frio. Quando os efeitos são mais graves, as manchas tornam-se castanho escuro, com os frutos ainda na árvore. Perante condições muito desfavoráveis, podem ocorrer danos ao nível da epiderme e da polpa. Os tecidos afetados ficam castanhos, endurecidos e podem tornar-se esponjosos e formar uma concavidade.

 

previsoes meteorologicas (NOTA)

Na terminologia americana, encontramos referência a dois tipos de escaldão:
- com acastanhamento - “sunburn browning”;
- com necrose - “sunburn necrosis”.

No primeiro, não há morte das células, a integridade das membranas é pouco afetada e verifica-se uma degradação acelerada da clorofila e, com a maturação, o aumento dos pigmentos pode mascarar os sintomas, mas a lesão é irreversível. Este tipo de escaldão acontece quando a superfície do fruto atinge valores entre 46 e 49 ºC, o que corresponde a uma temperatura ambiente superior a 27ºC, sendo imprescindível luz solar direta.

No escaldão com necrose já ocorre morte das células epidérmicas e subepidérmicas (casca) e há destruição das membranas celulares. Manifesta-se quando a superfície do fruto atinge valores superiores a 52 ºC, o que corresponde a uma temperatura ambiente superior a 33 ºC, não sendo necessário luz solar direta.

Como principais fatores de risco referem-se temperaturas elevadas e céu limpo, orientação das linhas de plantação, frutos no quadrante sudoeste, produções elevadas, stress hídrico, baixa concentração de cálcio e sensibilidade varietal.

Este acidente fisiológico pode ter como consequências o desenvolvimento de doenças, a depreciação dos frutos, quebra de produção e problemas de conservação.

As estratégias de prevenção vão no sentido de evitar que a temperatura da superfície do fruto exceda os 45 ºC o que pode ser conseguido através das seguintes práticas: podas adequadas (inverno e verão), arrefecimento por evaporação (uso de aspersores), colocação de redes de sombreamento, aplicação de caulino e aplicação de ceras de carnaúba.

Em pomares onde é frequente ocorrer escaldão nos frutos, este pode ser prevenido aplicando uma calda protetora à base de caulinos:

- CAULINO SECO MICRONIZADO (MIBAL),
- CLARITY SURFEIS (Hubel Verde),
- SUNPROTECT (Epagro),
- SURROUND WP (BASF).

Para mais informação relativamente à prevenção e/ou tratamento deverá contactar o seguinte serviço da Direção Regional de Agricultura:

Direção de Serviços de Desenvolvimento da Agricultura /DSDA
Divisão de Assistência Técnica à Agricultura /DATA

Correio eletrónico: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Telef.: 291 211 260

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