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Meteorologia agrícola
A informação técnica semanal!

apuramentos meteorologicos 17a23julho (LEGENDA)

De acordo com os apuramentos meteorológicos de 17 a 23 de julho (ver quadro), manteve-se a tendência das últimas semanas, verificando-se na maior parte dos dias da semana tempo ameno, alternando raras vezes com dias de maior calor e de céu limpo.

A intensidade média do vento fez-se sentir de forma moderada, não interferindo com a realização de operações culturais, nomeadamente a aplicação de produtos fitofarmacêuticos, devendo haver, contudo, a especial atenção de não serem feitas nas horas mais quentes do dia.

As regas são de grande importância neste período e devem efetuar-se à tarde e de acordo com as necessidades hídricas das culturas.

 

previsoes meteorologicas 17a23julho (NOTA)

A previsão do estado do tempo para os próximos dias, (até 02 de agosto) mantém-se praticamente inalterada, ou seja, reservam-nos dias de alguma nebulosidade, alternando raramente com céu limpo.

Continue a monitorizar as suas culturas, em particular os primeiros sinais das pragas, para poder atuar atempadamente.

A cochonilha algodão na Vinha (Pseudococcus (=Planococcuscitri Risso)

fig1 grande colonia de cochonilhas vara
Fig. 1 - Grande colónia de cochonilhas numa vara 
fig2 folhas videira infestadas de cochonilha
Fig. 2 - Folhas de videira fortemente infestadas de
cochonilha algodão e cobertas de melada
fig3 cachos cobertos de fumagina 
Fig.3 - Cachos cobertos de fumagina e desvalorizados
fig4 cochonilha sob a casca videiras 
Fig. 4 - Cochonilha algodão sob a casca das videiras
fig5 folhas com fumagina
Fig. 5 - Folhas com fumagina
fig5 cachos com fumagina
Fig. 6 - Cachos com fumagina

As colónias de cochonilha-algodão instalam-se em todos os órgãos da vinha, verdes e lenhosos: troncos, varas, folhas e cachos. Muitas das folhas atacadas secam e vão ficando penduradas no meio da vegetação ainda verde.

A melada produzida pelas cochonilhas dá um aspeto brilhante e pegajoso às folhas e aos cachos.

Sobre esta melada desenvolve-se um fungo negro, vulgarmente chamado fumagina, cobrindo folhas e cachos, dificultando as funções de respiração e de elaboração e acumulação de reservas pelas folhas, estragando as uvas e enfraquecendo a videira.

As cochonilhas agrupam-se em colónias sob a casca dos troncos para passarem o Inverno.

Biologia e prejuízos causados

A cochonilha algodão passa o Inverno sob a casca dos troncos e ramos das videiras (madeira velha). Também já tem sido encontrada junto ao colo de diversas ervas infestantes que se encontram junto das cepas.

Em maio/junho, as cochonilhas começam a invadir os gomos da videira, onde chegam a formar massas compactas. Colonizam depois os nós e entrenós dos pâmpanos, os pecíolos e nervuras das folhas.

Pelo fim de julho, pode já observar-se a cochonilha nos cachos. Torna-se então evidente a produção de melada pelas cochonilhas, com o aparecimento de fumagina – fungo saprófita, de cor escura, que se desenvolve sobre a melada.

De referir que as formigas que se encontram frequentemente sempre que há melada não causam qualquer prejuízo.

As cochonilhas provocam danos diretos, ao sugarem grandes quantidades de seiva da planta, enfraquecendo-a e diminuindo o teor de açúcar das uvas.

Por outro lado, conforme a humidade ambiente, desenvolve-se sobre as varas, folhas e cachos a fumagina, impedindo a função clorofilina das folhas e estragando os cachos.

 

 

No ano seguinte, teremos varas mais curtas e fracas e diminuição da colheita, dado o enfraquecimento geral das videiras. Trabalhos de investigação recentes vieram também mostrar que as cochonilhas são vetores do vírus do enrolamento.

Vigilância e tratamento

fig6 cochonilha na base das varas
Fig. 7 - Cochonilha algodão na base das varas

Durante o Inverno, devem procurar-se as colónias de cochonilha algodão sob a casca das cepas, sobretudo nas zonas de união entre ramos secundários e o tronco principal.

No início da vegetação, é necessário estar vigilante para detetar o aparecimento dos primeiros ataques nos gomos.

À medida que a Primavera vai avançando, devem vigiar-se eventuais invasões da folhagem da videira, denunciadas pelo aparecimento de melada, como já referido.

Podem ser tomadas medidas de combate a esta praga, tais como:

  • proceder ao descasque das cepas atacadas, de modo a expor as colónias de cochonilha alojadas debaixo da casca (ritidoma) aos tratamentos fitossanitários e ao frio do Inverno, que as destrói;

  • marcar durante o período vegetativo as videiras atacadas;

  • fazer tratamentos localizados à rebentação (estados C - D), molhando muito bem as videiras;

  • durante o Verão, poderão ser feitos outros tratamentos, sempre limitados às áreas e cepas atacadas, sobretudo na época em que se dá a invasão da massa verde da folhagem; esta invasão coincide aproximadamente com a segunda geração da traça da uva, pelo que podem ser usados produtos anti-traça que combatam simultaneamente a cochonilha.

O êxito do tratamento depende em boa medida de se atingirem muito bem as zonas da base dos talões (varas do ano anterior) e da união entre talão e pâmpano.

Na luta química, podem ser usados os seguintes produtos fitofarmacêuticos:
quadro1 inseticidas homologados (Obs.: a consulta deste quadro não dispensa a leitura atenta do rótulo do respetivo produto fitofarmacêutico)

Chama-se ainda à atenção para o facto de se indicarem todos os produtos comerciais referentes à substância ativa em causa, no entanto, a confirmação da sua homologação para esta finalidade deverá ser efetuada através da leitura do respetivo rótulo do produto.

Para mais informação relativamente à prevenção e/ou tratamentos, deverá contactar o seguinte serviço da Direção Regional de Agricultura:

Direção de Serviços de Desenvolvimento da Agricultura /DSDR
Divisão de Assistência Técnica à Agricultura /DATA
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Telefone: 291 211 260

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