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Meteorologia agrícola
A informação técnica semanal!

apuramentos meteorologicos (LEGENDA)

CLIMATOLOGIA

Segundo os apuramentos meteorológicos de 19 a 25 de dezembro (ver quadro), verificaram-se significativas melhorias do estado do tempo relativamente à semana anterior, permitindo a realização de forma segura, da grande maioria das operações culturais, mas por outro lado os níveis precipitação foram quase nulos, por este motivo, há que continuar a regar, de acordo com as necessidades hídricas das culturas. Ver no quadro, os indicadores da Precipitação (P) e Evapotranspiração potencial (ETP), que indiciam claramente essa realidade.

A previsão do estado do tempo para os próximos dias (até 4 de janeiro de 2018), mantém-se, ou seja, reserva-nos, na costa sul, alguma nebulosidade sem precipitação. A norte, o IPMA prevê além de muita nebulosidade a possibilidade de chuva fraca e aguaceiros a partir de 1 de janeiro.

Actinídea (Kiwi)

Bacteriose da Actinídea - PSA (Pseudomonas syringae pv. Actinídea), também designada por cancro bacteriano do kiwi

Hospedeiros

Esta doença afeta plantas do género Actinidiae, nomeadamente, as espécies A. deliciosa, A. chinensis, A. arguta e A. kolomita.

Os frutos de polpa amarela, (A. chinensis cv "Jin Tao" e "Hort 16A") poderão ser mais sensíveis que os frutos de polpa verde (A. deliciosa cv "Hayward", "Summerkiwi" etc), segundo observações efetuadas na Nova Zelândia e em Itália.

Epidemiologia

folha kiwi
 Folha de actinídea com necroses csatanhas circundadas por halo amarelo

Embora a epidemiologia da doença ainda não seja totalmente conhecida, segundo dados publicados a bactéria P. syringae pv. actinidiae Takikawa et. al. está ativa a temperaturas entre 10ºC e 20ºC, e a temperaturas superiores a 25ºC a sua atividade é limitada.

folha kiwi 1
 Folha com necroses castanhas de maiores dimensões

A bactéria penetra na planta através de aberturas naturais (estomas e lenticelas) ou por feridas de cortes de poda, e avança na planta no sentido descendente. A disseminação da bactéria, a grandes distâncias, faz-se essencialmente por via dos materiais de propagação infetados, incluindo as plantas obtidas por micropropagação.

Sintomas

pernada kiwi 
Exsudado ferruginoso

A bactéria P. syringae pv. actinidiae Takikawa et. al é responsável pela doença comumente designada em Portugal por PSA, que se caracteriza pela presença de diversos sinais e sintomas nas plantas, que poderão variar ao longo do ciclo cultural e consoante a intensidade do ataque e a estirpe da bactéria. No nosso país temos observado: necroses dos gomos; pequenas necroses nas folhas circundadas por halos amarelos (o halo poderá não estar presente); cancros nos ramos e tronco, com exsudado de cor avermelhado (ferruginoso); flores necrosadas, seca dos ramos e morte de plantas.

 

previsoes meteorologicas (NOTA)

Meios de Proteção

Não há, até ao momento, meios de luta curativos, pelo que as medidas preventivas, a observação dos primeiros sintomas e a destruição das plantas infetadas, são os meios mais efetivos para o controlo e contenção da PSA.

- Efetuar tratamentos com produtos à base de cobre recomendados, na primavera, antes da rebentação, no outono, após a queda das folhas e sempre que as plantas apresentem feridas devido ao granizo ou ventos fortes.

- Nesta altura ainda são visíveis, parte dos sintomas da PSA, nas folhas. Os pomares atingidos pela doença devem ser tratados com uma calda à base de cobre a seguir à colheita e a meio da queda das folhas.

- A bactéria causadora da doença penetra nos tecidos da planta pelas pequenas lesões provocadas pela colheita dos frutos e pela queda das folhas. As aplicações de fungicidas à base de cobre contra a PSA têm um efeito bacteriostático: não matam a bactéria, mas limitam o seu desenvolvimento e reprodução.

- Deverá desinfetar-se o calçado antes de entrar no pomar e à saída, preferencialmente por imersão numa solução de hipoclorito de sódio a 10%.

Utilizar materiais de propagação isentos.

Monitorizar o aparecimento de sintomas, sobretudo nas épocas de maior risco (final do inverno/início da primavera).

- Evitar utilizar o sistema de rega por aspersão.

- Efetuar análises do solo e das folhas para evitar desequilíbrios nutricionais (defeito/excesso).

- O material vegetal proveniente do arranque de plantas ou das podas sanitárias deve ser destruído no local, quer seja através do seu enterramento em vala profunda (pelo menos com 50 cm de profundidade) ou da sua queima.

- No caso de não ser possível proceder de imediato à destruição do referido material, o mesmo poderá ser amontoado, pulverizado com hipoclorito de sódio a 12% ou peróxido de hidrogénio a 130 volumes e cobertos com plástico até à sua destruição.

- Desinfetar todos os utensílios de poda antes de passar de uma planta para outra, com álcool, ou lixívia.

- Evitar circular com máquinas agrícolas da parte contaminada do pomar para a, aparentemente, isenta.

- Sempre que efetuar cortes superiores a 2-3 cm, deve-se desinfetar e selar com produtos apropriados.

- Utilizar polén isento da bactéria.

Cuidados na colheita para prevenir a dispersão da doença

Antes da colheita, é necessário cortar e retirar as plantas mortas e os ramos infetados em plantas ainda vivas. Os restos vegetais (ramos e folhas) são os principais meios de disseminação da doença dentro do próprio pomar e de uns pomares para outros. Os pomares atingidos pela doença devem ser tratados com uma calda à base de cobre a seguir à colheita e a meio da queda das folhas. O objetivo é desinfetar as feridas deixadas nas plantas pela colheita dos frutos e pela queda das primeiras folhas, pois é por estas pequenas lesões que a bactéria causadora da doença penetra nos tecidos da planta.

Medidas preventivas

- Não faça a poda com tempo de chuva;

- Deixe as plantas afetadas para podar no fim;

- Desinfete regularmente os instrumentos de poda;

- Retire sem demora toda a lenha de poda do pomar e queime-a ou guarde-a em local abrigado da chuva, para impedir a dispersão da bactéria.

Para mais informação relativamente à prevenção e/ou tratamento deverá contactar o seguinte serviço da Direção Regional de Agricultura:

Direção de Serviços de Desenvolvimento da Agricultura /DSDA
Divisão de Assistência Técnica à Agricultura /DATA
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Telef.: 291 211 260

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