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Meteorologia agrícola: a informação técnica semanal ao seu dispor!

apuramentos meteorologicos (LEGENDA)

CLIMATOLOGIA

Segundo as previsões para a próxima semana, teremos temperaturas médias amenas em quase toda a região, verificando-se a norte temperaturas médias um pouco mais baixas. A intensidade média do vento a fazer-se sentir duma forma mais suave relativamente à semana anterior, permitindo com alguma reserva, a aplicação de produtos fitofarmacêuticos. As regas, uma vez que a precipitação será recorrente, poderão ver a sua frequência reduzida, mas sempre de acordo com as necessidades hídricas da cultura. Ver no quadro, os indicadores da Precipitação (P) e Evapotranspiração potencial (ETP), que indiciam claramente não haver, na maioria das freguesias com peso agrícola, necessidade de regar com a frequência habitual. A previsão é de menos precipitação para os próximos dias, há que planear com muita atenção os tratamentos fitofarmacêuticos de inverno, esperando por melhorias do estado do tempo, para os realizar, melhorias essas que se vão verificar na próxima semana, com exceção ainda do concelho de Santana.

Deveremos continuar com as observações às culturas por forma a detetar precocemente quaisquer sinais ou sintomas de pragas/doenças.

Regras para utilização de Óleo de Verão

O óleo de verão é um óleo mineral pertencente à família química dos hidrocarbonetos. A sua qualidade depende do grau de refinação. Quanto mais refinado, mais biodegradável é o óleo e mais segura é a sua aplicação. Apesar de ser designado por óleo de verão, é muito utilizado no inverno. O óleo de verão, quando é utilizado corretamente, tem grandes vantagens. A sua utilização é fundamental em pragas como a lagarta mineira, os ácaros, os afídios e indispensável no tratamento das cochonilhas, em que a aderência do produto aos ramos, troncos, frutos e aos próprios insetos, é muito importante.

Por outro lado, o óleo não afeta a maioria dos auxiliares - é neutro para os coccinelídeos (joaninhas - predadores de cochonilhas e afídios), himenópteros (abelhas e formigas), e crisopídeos (crisopas – predadores de afídios). Em relação aos ácaros fitoseídeos, é medianamente tóxico, pelo que, em doses baixas, parece não afetar estes auxiliares. Como este produto atua essencialmente por asfixia sobre as pragas, pode prejudicar também a fotossíntese das plantas em determinadas situações, particularmente quando utilizado em doses elevadas (acima de 500 ml/hl).

Por isso, devem ser tomadas algumas precauções antes de usar o óleo de verão:

- Não o aplicar nas horas de maior calor, nem com muito frio (temperatura superior a 30o C ou inferior a 5ºC);

- No verão, regar bem as árvores antes e depois da aplicação, caso a terra esteja seca;

- Evitar aplicar em árvores com carência de magnésio elevada (com atividade fotossintética fraca);

 

previsoes meteorologicas (NOTA)

- Não aplicar caldas à base de enxofre (ex.: adubações foliares com sulfatos de magnésio, de potássio, etc.) nos 15 dias seguintes ao tratamento com óleo de verão. Por outro lado, não aplicar óleo de verão nos oito dias seguintes à aplicação de enxofre;

- As caldas à base de óleo devem ser bem agitadas com um misturador mecânico ou equivalente, não esquecendo que o óleo de verão deve ser o primeiro produto a entrar no pulverizador e só depois os outros, no caso de misturas.

Controlo de Infestantes, operação cultural muito importante nesta altura do ano

As culturas são muito afetadas pela interferência (competição e alelopatia) provocada pela ocorrência de plantas adventícias que assumem a característica de infestantes. Essa interferência traduz-se na competição em relação ao espaço, luz, água e nutrientes, podendo causar diminuições de produção.
As infestantes podem ser controladas através de meios preventivos que permitem o bom desenvolvimento da cultura, tornando-a mais apta a fazer face à concorrência das infestantes:

• Recurso a métodos culturais como por exemplo a rotação de culturas com plantas que concorrem com as infestantes, perturbando o seu ciclo biológico;

• Adubações equilibradas;

• Seleção adequada do equipamento de mobilização do solo, evitando a utilização de fresa, por exemplo, que favorece a multiplicação das infestantes que se propagam por via vegetativa (caules, rizomas, raízes…);

• O revestimento do solo com coberturas vivas (enrelvamento natural ou semeado) ou mortas (“mulching‟).

As infestantes também podem ser controladas através de meios curativos, que permitem controlar e eliminar as infestantes:

• Métodos mecânicos, como a mobilização do solo ou o corte;

• Métodos químicos, como a aplicação de herbicidas seletivos e não seletivos (atualmente, o método mais utilizado, pelo amplo espectro de infestantes controladas, anuais e vivazes, por ser de execução rápida, pela menor dependência de mão-de-obra e pelo seu baixo custo).

Para mais informação relativamente à prevenção e/ou tratamento deverá contactar o seguinte serviço da Direção Regional de Agricultura:

Direção de Serviços de Desenvolvimento da Agricultura
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Telefone: 291 214 310

 

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