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Os 60 anos da Feira Agropecuária do Porto Moniz

feira agropecuariaCARTAZEm seis décadas, o planeta que nos deixa habitar cumpriu necessariamente, e porque assim julgamos controlá-lo, um pouco mais de 21.900 voltas sobre si mesmo. Não interessa agora lembrar o que neste desfolhar de dias nele se passou, tantas e tantas alegrias e, provavelmente, um número proporcional de tristezas, neste caso, a maioria por culpa nossa.

 

 

 

 

 

 

 

 

André Malraux (1901-1976), vulto maior da cultura francesa do século XX, certo dia escreveu que «são precisos 60 anos e não 9 meses para fazer um Homem». Pegando no aforismo do autor de «A Condição Humana» e a «Esperança», poder-se-ia fazer equivaler, e porque resulta de uma iniciativa e atividade humana, que serão precisos 60 anos para "fazer" uma "Feira". À parte o exagero, e com o máximo respeito por quem durante todos estes anos tornou-a possível, a Feira Agropecuária do Porto Moniz atingiu, de facto, a maturidade e o pleno merecimento a ser considerada como tal. Mostra da agricultura e da pecuária da Madeira, e também festa e arraial popular, já é de pleno direito um marco inquebrantável da cultura madeirense.

Porém, se a Feira Agropecuária do Porto Moniz, para muitos para sempre a "Feira do Gado", dá a medir o "pulso" e a vitalidade da nossa agropecuária, a própria, neste tempo que já é muito, não terá ido as vezes necessárias ao "médico", zelando por se manter no melhor estado de "saúde". Mas graças ao grande denodo e esforço dos trabalhadores da Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural que, durante quase dois meses, se dedicam a "restaurar" as estruturas, visíveis e invisíveis, existentes, e algumas medidas introduzidas para o evento deste ano (reorganização dos expositores, cor diferenciada por setores económicos, nomeação de áreas nobres e melhores condições de conforto e higiene para os visitantes), serão poucos os que notarão que a Feira sexagenária não tem dado muita atenção aos cuidados que garantam uma "vida saudável".

Faz parte do Programa do XII Governo Regional, tirando proveito dos fundos comunitários disponibilizados para o período 2014-2020, com base num projeto entretanto em fase de conclusão, reabilitar faseadamente o recinto e as infraestruturas da Feira Agropecuária do Porto Moniz, indubitavelmente o palco maior de celebração (e festa) anual da agricultura e da pecuária madeirenses, conferindo-lhe, pelo menos para mais 60 anos, toda a importância e dignidade que merece.

No próximo fim-de-semana não deixe de visitar a Feira, que apresentará um excelente programa para quem goste, miúdos e graúdos, em plena natureza, de tudo o que se relacione com plantas e animais.


Paulo Santos
Diretor Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural

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