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Os setores agrícola e agroalimentar regional mais uma vez presentes na Feira Nacional de Agricultura

FNA 2014 Terá saído da pena de um pouco conhecido escriba norte-americano, de seu nome Gregg Easterbrook (1953), a frase «torture os números e eles confessarão qualquer coisa», aforismo por vezes convidado às notas introdutórias de uma dissertação, mais ou menos presumida, sobre estatística. Convenhamos que, no que toca à "confissão" pretendida dos pobres números, esta raramente é "qualquer coisa" mas sim, em geral, a que convém ou a da maior conveniência ao "algoz" da ocasião. Neste texto recorreremos à estrita "manipulação" numérica, tanto mais que de partida desobrigados ao capuz negro de verdugo medievo pois, logo encapuçados com um barrete verde com orla a vermelho de Campino ribatejano.

Assim, convoquemos à cadeira de interrogatório, aparentemente musculado, o número 10. Não o número 10 extreme e solitário, antes intimamente associado a um momento certo do calendário: o décimo dia do mês de junho. E colado à sexta fatia do ano, aquela que levará para a eternidade o nome da deusa Juno, porque convencionado como Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas e comemorado com feriado nacional. Toda esta "tortura", ou torcer do número 10 para ligá-lo a um preciso mês do ano, o aniversário do decesso do bardo cimeiro da língua portuguesa, mas igualmente para trazer ao escrito, se possível fosse, uma inolvidável mescla de cores, sons, sabores e aromas. As cores, as da paleta das lezírias do Ribatejo; os sons, o do trotar revoltoso de touros bravios e o de relinchos de cavalos galhardos, e quanto aos sabores e aromas, os dos sublimes produtos alimentares genuinamente portugueses, de norte a sul, incluindo as ilhas, e claro está, a nossa Madeira. Todo este ziguezague, para chegar à Feira Nacional de Agricultura, mais conhecida por "Feira de Santarém", porque este certame, há muitos dos anos da sua já proveta idade, vem sendo programado para incluir o dia 10 de junho. Desconhecemos a verdadeira razão para tal escolha, se mero aproveitamento de um feriado nacional para cativar a maior disponibilidade de potencial público visitante, se devido ao facto do símbolo da Feira, o Campino, no seu traje típico, ostentar as cores da bandeira portuguesa. Inclinamo-nos mais para esta segunda hipótese.

De facto, de 6 a 14 de junho, ou seja, já a partir do próximo sábado, o Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), na vasta área da Quinta das Cegonhas, em Santarém, vai acolher mais uma edição da Feira Nacional de Agricultura.

Sem desconsideração por outros eventos como a Ovibeja e o Agro, em Braga, a Feira Nacional de Agricultura, aparte a antiguidade, constitui o maior e mais importante certame da agropecuária e do agroalimentar realizado em Portugal. E por esta principal razão, a Secretaria Regional de Agricultura e Pescas mantém todo o empenho em assegurar uma condigna (e profícua) presença dos setores agrícola e agroalimentar da Região Autónoma da Madeira no evento. Com uma média anual de cerca de 200.000 visitantes, a Feira constitui um espaço ímpar para a divulgação e promoção da qualidade distintiva das nossas produções agrícolas e agroalimentares, e excecional catalisador da procura pelas mesmas.

 

Às dezenas de empresas da Madeira que vão estar este ano representadas ou presentes no stand institucional da Secretaria Regional de Agricultura e Pescas, no contexto do salão "Prazer de Provar", desejo o maior sucesso comercial, a passar necessariamente pelo estabelecimento de bons negócios.

Quanto aos créditos já obtidos por algumas produções agroalimentares regionais, consubstanciado no reconhecimento da sua especial qualidade, bastará atentar que durante o certame vão ser entregues os prémios dos diversos concursos entretanto realizados pelo CNEMA e com a chancela da Qualifica- Associação Nacional de Municípios e de Produtores para a Valorização e Qualificação dos Produtos Tradicionais Portugueses, membro da oriGin- Organização para uma Rede Internacional de Indicações Geográficas, a saber (e relembrar):

4.º Concurso Nacional de Doçaria Conventual Portuguesa
Categoria: Bolo com mel de cana

Virtudes do Atlântico (3 Corações)
Medalha de Ouro: Bolo de Mel de Cana da Madeira

4.º Concurso Nacional de Pães, Broas, Folares e Bôlas e Tradicionais Portugueses
Categoria: Pão de trigo com batata-doce

Sociedade de Padarias do Monte, SA
Medalha de Ouro: Pão de Casa da Madeira

Categoria: Pão com Passas e Nozes

Virtudes do Atlântico (3 Corações)
Medalha de Ouro: Pão "Bolo de Noiva" da Ponta de Sol

4.º Concurso Nacional de Licores Conventuais e Tradicionais Portugueses
Categoria: Licor de ervas

Quinta Pedagógica dos Prazeres
Medalha de Ouro: Licor do Padre Nóbrega

Categoria: Licores à base de rum

Engenho Novo da Madeira
Medalha de Ouro: Licor de Rum com Laranja
Medalha de prata: Licores de Rum com Mel de Abelhas, Rum com Café e Tim Tam Tum (ex-aequo)

2.º Concurso Nacional de Vinagres de Vinho e outros Vinagres Tradicionais Portugueses
Categoria: Vinagres aromatizados

Quinta Pedagógica dos Prazeres
Medalha de Ouro: Vinagre de Sidra com Ervas Aromáticas

Categoria: Vinagres de fruta

Quinta Pedagógica dos Prazeres
Medalha de Prata: Vinagre de Sidra com Rosas

2.º Concurso Nacional de Sal, Ervas Aromáticas e Condimentos Tradicionais Portugueses
Categoria: Condimentos à base de pimento

Quinta Pedagógica dos Prazeres
Medalha de Ouro: Pimentão Doce em Vinagre de Sidra com Rosas


Paulos Santos
Diretor Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural

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