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Os hortícolas regionais: a qualidade não tem preço

O consumo de bens alimentares tem aumentado com a globalização e os consumidores, mais informados e sensibilizados para os problemas da segurança alimentar, dão cada vez mais importância à proveniência dos alimentos que consomem.

Neste sentido, apesar da conjuntura desfavorável vivida nos últimos anos, verifica-se um aumento nas grandes cadeias retalhistas da venda de hortícolas de produção regional, resultante da crescente preocupação do consumidor com a origem dos produtos e a sua qualidade, frescura e sabor.

Considerando a maior presença de produtos regionais nas prateleiras das nossas lojas, torna-se importante fazer uma abordagem comparativa à média das cotações de 10 hortícolas mais comercializados, de origem regional e externa, nas cadeias retalhistas, durante todo o ano de 2013, de modo a avaliar o diferencial de preços entre os produtos regionais e os de outras origens.

Assim, analisou-se as cotações médias de abóbora amarela, alho francês, batata de conservação, cebola de conservação, cenoura, curgete, brócolo, couve-flor, tomate e feijão-verde, com os seguintes resultados:

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hort regionais1Numa análise comparativa às médias das cotações apresentadas, verifica-se que a média anual destes 10 hortícolas de origem externa é de 1,51 €/kg e os de produção regional de 1,62 €/kg, apresentando assim, uma valorização média anual na ordem dos 7% (em média 0,11 € mais elevada).

Assim, constata-se que os hortícolas de produção regional são comercializados, na sua generalidade, a preços idênticos aos de origem externa, sendo o diferencial de preço de apenas 0,11 €, aproximadamente.

O diferencial de preços é em muito resultante das condições de exigência que a agricultura regional necessita, originada por uma orografia específica que carateriza a Madeira, todavia, é largamente compensado pela maior frescura e qualidade dos produtos adquiridos.

De igual modo, a intensificação do consumo de hortícolas regionais permitirá aos produtores da Região escoarem os seus produtos e a preços mais competitivos, garantindo a defesa da agricultura madeirense e o direito do consumidor comprar produtos de melhor qualidade e a melhores preços.

 

Lucília Lourenço
Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural

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