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Passado, Presente e (que) Futuro da Agricultura Familiar na RAM - sessão 1

sess1.1Passado, Presente e (que?) Futuro da Agricultura Familiar na RAM foi o tema da conferência promovida pela Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, através da Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural, que decorreu no dia 20 de junho.

Esta conferência, realizada no âmbito do Ano Internacional da Agricultura Familiar, que se comemora este ano por iniciativa da ONU, contou com mais de 200 participantes e dividiu-se em três sessões: "Conhecer a história da Agricultura Familiar na Madeira", "Conhecer o presente" e "Ver o futuro", tendo início com o visionamento do filme "Making the case for Family Farming". 

A primeira, da responsabilidade do Prof. Alberto Vieira, do Centro de Estudos da História do Atlântico, versou sobre o papel da agricultura familiar na história da Madeira e o seu contributo para a economia e a cultura regionais, referindo que, "historicamente, a família é uma instituição da ilha e nada a releva para segundo plano, fazendo com que tudo, desde a economia" à "política, se subordinem a este eixo de estruturação da sociedade", sendo "o centro onde tudo começa e acaba".

 

sess1.2Considera ainda que "a ideia de partilha de força de trabalho, de riqueza e capacidades está presente em todas as situações e terá sido a principal força que fez emanar uma outra realidade insular marcada pela solidariedade entre famílias, bem evidente na dinâmica de partilha da construção e usufruto das levadas, nas múltiplas tarefas agrícolas que, por força do ciclo vegetativo das culturas, obrigava a isso, isto é, uma disponibilidade momentânea, em determinadas épocas do ciclo agrícola, de força de trabalho, que de outra forma só será possível, caso houvesse disponibilidade humana e financeira para isso, através de mão-de-obra livre ou escrava".

Para concluir, afirmou "que o ciclo vegetativo das principais culturas (vinha, cereais e canaviais) obrigaram e asseguraram no tempo este espirito solidário, como cooperaram para a perpetuação no tempo dos laços familiares, conduzindo a que na ilha sempre tivéssemos uma agricultura familiar, assente na capacidade da força de trabalho da mesma, cujas lacunas eram colmatadas pelo espírito solidário da comunidade vicinal".

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