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As análises de solos e de plantas

figura1 LQA
Figura 1: Laboratório de Qualidade Agrícola, na Camacha

O Núcleo de Análise de Terras e Plantas, pertencente à Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural, e que se encontra no Laboratório de Qualidade Agrícola – Camacha (figura 1), no âmbito do apoio à atividade agrícola na Região Autónoma da Madeira, executa algumas análises necessárias à avaliação do estado de fertilidade dos solos e substratos agrícolas, assim como análises às culturas implementadas, de modo a diagnosticar o estado nutricional das plantas.

As análises de plantas consistem em analisar os principais nutrientes indispensáveis ao crescimento das mesmas.

Para diagnosticar o estado nutricional das culturas, as análises incidem em material vegetal de plantas que não apresentem sintomas visuais de falta de nutrientes e são amostrados os órgãos próprios descritos em procedimentos para cada cultura, constituindo-se uma amostra compósita representativa da plantação.

Por outro lado, quando se pretende diagnosticar uma carência observável apenas em algumas plantas, ou na cultura de uma forma generalizada, o material a analisar é apenas o que resulta da amostragem de plantas com os sintomas de carência. Em ambos os casos, o laboratório executa as determinações analíticas ditas totais de, azoto, fósforo, potássio, sódio, cálcio, magnésio, ferro, cobre, zinco, manganês e boro.

As análises de solos e substratos consistem em analisar quimicamente as terras e substratos e em analisar também as terras nas suas propriedades físicas. O processo de amostragem obedece ao cumprimento de critérios descritos em procedimentos elaborados para o efeito, tendo por base os objetivos pretendidos, e a constituição de uma amostra compósita e representativa (figura 2).

Nas terras, as propriedades físicas analisadas atualmente resumem-se à determinação da capacidade para retenção de água e composição mecânica, em terra crivada de granulometria igual ou inferior a 2mm.

 
figura2 rececao e secagem de amostras
Figura 2: receção e secagem de amostras
figura3 extracao de fosforo e potassio para analise
Figura 3: extração de fósforo e potássio 
para análise

A capacidade de um solo para reter água é determinada sujeitando a terra a várias pressões, de modo a elaborar-se uma curva de retenção de humidade. Estuda-se a retenção de água à pressão atmosférica, à pressão de 0.1 bar, à pressão de 1.0 bar e à pressão de 15 bares, determinando-se assim a capacidade máxima do solo para reter água e a capacidade de campo e coeficiente de emurchecimento, para além de possibilitar a elaboração de uma curva de pF. No que toca à composição mecânica, são determinados granulometricamente os teores de argila, limo e areia, parâmetros essenciais à classificação da textura do solo.

Para as análises químicas, as amostras de terras são crivadas num crivo de malha de 2mm, seguido de moagem, de modo a obter-se uma amostra muito homogénea. Os parâmetros analisados são pH em água, pH em cloreto de potássio, matéria orgânica, fósforo assimilável, potássio assimilável, nitratos, azoto amoniacal, capacidade de troca catiónica, cálcio de troca, magnésio de troca, potássio de troca, sódio de troca, ferro, cobre, zinco, manganês e boro.

Na análise química de substratos, a amostra que chega ao laboratório não sofre qualquer processo de preparação ou seleção. Analisa-se o pH em água, condutividade elétrica, matéria orgânica, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, sódio, nitratos, azoto amoniacal, boro, ferro, cobre, zinco e manganês (figura 3).

O processo analítico fica concluído com a elaboração de um relatório final, que é entregue ao cliente que solicitou a análise.

 

José Brito
Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural

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